Lusa: superstição encolhe prêmio
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terça-feira, 10 de dezembro de 1996
Agência Estado 
A Portuguesa quer ser campeã brasileira para ver finalmente consolidado o seu sonho de grandeza. Por isso, um grupo de 20 conselheiros e empresários reuniu R$ 1 milhão para distribuir entre os jogadores se o time conquistar o título. O prêmio poderia ser maior. Recusamos outras adesões de colegas nossos por superstição, revela Ilídio Lico, o diretor de Futebol. No Paulista de 1995, permitimos que outros colaborassem na premiação e acabamos sendo eliminados pelo Corinthians.
Seguindo a superstição, os jogadores vão deixar de receber premiação maior em dinheiro, mas com certeza entrarão para a história se conseguirem tal façanha. O grupo já acumulou o prêmio de R$ 700 mil por ter passado pelo Cruzeiro e pelo Atlético-MG. Aos poucos, jogadores até então pouco conhecidos como Émerson, Valmir, Roque, César e Clemer vão ganhando relativa notoriedade. Capitão e Zé Roberto, acostumados a levar batida policial quando saem com seus carros importados, já são caras conhecidas no País. Rodrigo e Alex Alves começam a chamar a atenção de clubes do Exterior.
Estamos iniciando uma nova era na Portuguesa, anuncia o presidente Manoel Gonçalves Pacheco. Vamos sair do Canindé e de São Paulo para participar de torneios importantes como a Conmebol ou, se Deus quiser, a Libertadores. O presidente voltou a afirmar que Rodrigo não sai da Portuguesa até o final do Campeonato Paulista de 1997.
Pacheco ficou muito entusiasmado com a festa que a torcida promoveu nas ruas da Capital na noite de domingo, para comemorar a classificação da equipe para a final do campeonato. Corintianos, palmeirenses, são-paulinos e santistas também reforçam a torcida para o time. O presidente afirma que a Portuguesa acabou com o mito de que com esse nome não iria a lugar nenhum.


