Cláudio Osti
De Londrina
O dia foi de choro ontem no Estádio da Vila Santa Terezinha, onde treina a Portuguesa Londrinense. Dirigentes, comissão técnica e jogadores reclamavam o gol anulado aos 29 minutos do primeiro tempo pelo árbitro Oscar Roberto Godói na partida de quinta-feira contra o Londrina, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias. ‘‘O Mina tocou para o Paulinho, que cruzou. Eu entrei de cabeça e fiz o gol’’, disse ontem o atacante Júnior. ‘‘Não foi com a mão.’’
O goleiro Renato, do Londrina, tem outra versão. Segundo ele, Júnior deu um soco na bola. ‘‘ O Godói estava bem colocado e viu o lance, anulando o gol.’’
Se o gol tivesse sido validado e a Lusa vencido a partida, somaria 8 pontos e estaria numa situação mais confortável. Como o ‘‘se’’ não entra em campo, o técnico Geraldo Roncatto, já está trabalhando para a espinhosa missão de ter que, nos últimos três compromissos do time, somar pelo menos sete pontos para ficar entre os oito classificados para a próxima fase.
Hoje ele começa a definir a equipe que enfrentará o Beltrão amanhã. O lateral-direito Leo, expulso contra o Londrina, está fora. No lugar dele entra o experiente Cambé.
O Francisco Beltrão entrou ontem com um protesto na Federação Paranaense de Futebol (FPF) contestando a mudança feita na tabela, beneficiando a Portuguesa e, conforme o clube, causando prejuízos à equipe do Sudoeste. Beltrão e Lusa jogariam hoje. Como o time de Londrina jogaria o clássico local na segunda-feira, conseguiu adiar a partida com o Beltrão para amanhã.
Assim, a equipe do Sudoeste tem que viajar até Londrina, jogar na quinta-feira à noite e depois jogar às 16 horas de sábado contra o Atlético.
A diretoria do Beltrão alega que entre os dois jogos não há um intervalo mínimo de 48 horas, exigido por lei.
O time do Sudoeste também entrou com um recurso pedindo os pontos da partida contra o Prudentópolis, quando foi goleado em casa por 4 a 1. Da mesma forma como fizera a Portuguesa Londrinense, o Beltrão alega que o jogador Nelsinho, cujo passe está penhorado junto ao Londrina, não poderia ser emprestado a outro clube sem autorização da Justiça do Trabalho.
(Colaborou Gelson Luís Corazza, de Francisco Beltrão)

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