A Portuguesa retornou a Londrina com um saldo negativo de Prudentópolis. Além da derrota (1 a 0) para o time local, na rodada de anteontem da Série A-2 do Paranaense, o clube de Londrina acusa os torcedores adversários de ‘‘protagonizar um verdadeiro clima de guerra’’. ‘‘Nunca apanhamos tanto na vida’’, denuncia o diretor de futebol Amarildo Vieira, que promete vingança. ‘‘Se eles garantirem a vaga no quadrangular, daremos o troco’’, avisa.
O diretor-jurídico da Portuguesa, Hélio Camargo, pediu ontem a interdição do estádio do Prudentópolis. Ele também mandou o videoteipe dos incidentes à Federação Paranaense de Futebol. Segundo Amarildo, as hostilidades começaram de madrugada, nas imediações do hotel. ‘‘Nem pudemos dormir’’, lembra.
Amarildo conta que a delegação demorou meia hora para entrar no estádio. ‘‘Os torcedores não permitiram que o nosso ônibus se aproximasse, mas furamos o bloqueio e chegamos a p钒, relata. ‘‘Chamei o presidente do Prudentópolis e pedi explicações. Ele respondeu que não podia fazer nada porque os torcedores estavam revoltados com a imprensa de Londrina, que teria chamado o estádio deles de chiqueiro e denegrido a imagem da cidade’’, explica. ‘‘O presidente do Prudentópolis, diretor de uma rádio, usou o microfone para incitar a torcida’’, denuncia Amarildo.
Segundo ele, os tumultos poderiam assumir proporções mais graves. ‘‘Estávamos em oito dirigentes, escondidos no estádio, mas nos descobriram e nos encurralaram. Estamos cheios de hematomas. O clima estava tão tenso que passamos a torcer pela derrota. Senão, podíamos até morrer’’. Nossos atletas levaram tapas e cusparadas. Na estrada, nem a escolta de três viaturas da PM impediu que uns mil torcedores nos apedrejassem’’, recorda Amarildo.

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