Cláudio Osti
De Londrina
A derrota para o Rio Branco, em Paranaguá, por 3 a 1, na noite de quarta-feira, ‘‘entalou’’ na garganta de diretores, jogadores e comissão técnica da Portuguesa Londrinense. Pelo menos numa coisa entre eles é consenso: ‘‘a Lusa não entrou em campo’’. Os dois times disputam uma vaga para a Série C do Campeonato Brasileiro.
O técnico Nivaldo Santana acredita que no jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), em Londrina, poderá devolver a derrota para o Rio Branco. ‘‘Temos condições para vencer e levar a decisão para os pênaltis’’, diz Santana. Segundo ele, nesse caso sobem as chances da equipe, já que o ‘‘goleiro Carlão é experiente e temos bons cobradores como o Edson Vieira e o Marquinhos’’.
Santana tem uma explicação para a derrota: ‘‘A equipe estava sonolenta, errando quase todos os passes. Além disso eles fizeram um gol espírita: o jogador deles, quase do meio de campo, deu um chutão e a bola acabou entrando. O juiz também marcou um pênalti estranho.’’ Antes, porém, de pensar no Rio Branco, a Portuguesa enfrenta o Cintos Mima, de Colorado, domingo, no VGD, pela Copa Paraná.
O presidente da Portuguesa, José Adenir Giacomini, disse ontem que, para ele, as duas competições - a seletiva para a Série C e a Copa Paraná - são importantes e devem ser tratadas da mesma forma.
Expulso aos 30 minutos do segundo tempo, o atacante Luis Sabiá estava revoltado com o juiz Francisco Carlos Vieira. ‘‘Depois do pênalti eu disse para o juiz que ele não iria conseguir dormir à noite por causa da consciência pesada. Aí ele me expulsou.’’
Satisfeito com o resultado da partida, mas com problemas para o próximo confronto - Kremer, Rui e Sandro se machucaram -, o técnico do Rio Branco, Jorge Gluitz, elogiou o adversário.‘‘A Portuguesa é bem melhor que o Paranavaí.’’

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