Em um jogo marcado por expulsões e reclamações contra a arbitragem, Portuguesa Londrinense e Operário empataram por 2 a 2 ontem de manhã, no Estádio do Café, em Londrina, pela quarta rodada da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense.
O resultado acabou sendo ruim para ambos, que viram o Arapongas disparar na liderança, com 10 pontos, após a vitória sobre o Serrano por 2 a 0, também pela manhã, no Estádio dos Pássaros, em Arapongas. O outro resultado foi a vitória do Roma Apucarana sobre o AFA, em Foz do Iguaçu, por 3 a 2, no sábado. Atrás do Arapongas agora estão Serrano (2º) e Operário (3º), ambos com 7 pontos, Portuguesa (4º) com 5, e o Roma subiu para 4 pontos, deixando a lanterna para o AFA, que só tem 3.
O jogo no Café foi marcado pela arbitragem confusa de Selmo dos Anjos Neto, que inverteu algumas faltas, irritando os dois times, e por três expulsões no primeiro tempo (Mandaguá, para os visitantes, e Carlos Lima e Roberto Macena para a Lusa), que deixaram o Operário com um jogador a mais durante toda a segunda etapa. Porém, o time de Ponta Grossa não soube tirar proveito.
''Não jogamos bem e por isso acabamos não levando vantagem nenhuma com um homem a mais. O resultado foi ruim pelas circunstâncias do jogo, pois dava para ter vencido. Mas demos dois gols para a Portuguesa, por falha na marcação, e aí ficou difícil'', lamentou o técnico Claudemir Sturion, que vem sendo muito cobrado pela diretoria do ''Fantasma''.
Já o técnico Dirceu Mattos, da Lusa, analisou o empate como ''bom'' também pelas ''circunstâncias da partida''. ''Ficou difícil atacar eles com um a menos, pois depois que perdemos nossos dois jogadores de contenção, o Lima e o Macena, eu tive que posicionar a equipe mais atrás, abri mão do ataque e tentei jogar no erro do adversário. Até que deu certo nos dois gols que fizemos de bola trabalhada, mas não deu para evitar a pressão deles no final'', analisou Mattos.
No primeiro tempo a Lusa esteve melhor e obrigou o goleiro Danilo a fazer três grandes defesas, enquanto o Operário perdeu a melhor chance que teve aos 45 minutos numa cabeçada de Baiano, livre de marcação.
Ameaças
No segundo tempo, a Portuguesa abriu o placar logo aos 5 minutos após jogada de Willian. Ele foi à linha de fundo e tocou para trás para Givanildo fazer 1 a 0. Neste momento, manifestações das duas torcidas do Operário que vieram a Londrina - Fúria Jovem e Trem Fantasma - chamaram a atenção na arquibancada: os mais exaltados xingaram e ameaçaram de perto os poucos torcedores da Lusa e familiares de jogadores que comemoravam o gol de Givanildo. A atitude se repetiu pelo menos mais duas vezes durante a partida.
O Operário foi pra cima e empatou com Clênio aos 20. Porém, no minuto seguinte a Portuguesa já fez 2 a 1 numa bela troca de passes entre Willian e Cassiano, que completou para o gol. Daí em diante foi só pressão dos visitantes, que voltaram a empatar aos 33, com Carlão.

EM LONDRINA

Portuguesa Londrinense 2
Fernando; Cassiano, Roberto Macena, Lucas e Givanildo; Almeida, Carlos Lima, Everton Totó (Cristiano) e Ricardinho; Willian Dagol (Rafael) e Danielzinho.Técnico: Dirceu Mattos

Operário 2
Danilo; Maicon, Pereira (Juliano) Carlão e Mandaguá; João Renato, Diego Gaúcho, Cambará e Ratinho (Paulista); Osmar (Clênio) e Baiano. Técnico: Claudemir Sturion

Árbitro: Selmo Pedro dos Anjos Neto
Estádio: do Café
Gols: Givanildo, aos 5, Clênio, aos 20, Cassiano, aos 21, e Carlão, aos 33 minutos do 2º tempo
Expulsões: Mandaguá, Carlos Lima e Roberto Macena

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