Num campo neutro e longe da sua casa, é o que considera a Portuguesa Londrinense que busca hoje a sua primeira vitória no Campeonato Paranaense 2002. Embalado pelo bom resultado da estréia fora de seus domínios no último domingo – empate de 2 a 2 contra o Ponta Grossa – o time rubro-verde recebe o Rio Branco, de Paranaguá, no Estádio do Café, às 11 horas (horário adotado pelo clube nos jogos em Londrina).
Apesar de oferecer melhor conforto aos torcedores e boas condições de gramado para os jogadores, o Estádio do Café (zona norte de Londrina) não é considerado o palco ideal pela diretoria da Lusinha. Mesmo o técnico Manoel Rodrigues preferiria jogar nas acanhadas acomodações do Estádio Uady Chaiben, na Vila Santa Terezinha (zona leste). ‘‘Estamos habituados com o Santa Terezinha e só treinamos uma vez no Café. Acredito que a juventude vai prevalecer e a gente vai atrás da vitória’’, afirmou o técnico.
A Lusa lutou até o último instante para jogar no estádio em que treina e onde não sofreu derrotas em jogos oficiais pela Série A-1 (segunda divisão) no ano passado. Este era um dos trunfos do clube no encontro contra o Rio Branco. O outro é a proximidade do torcedor ao gramado facilitando a pressão ao adversário e ao trio de árbitros – fator utilizando na maioria do estádios do interior paranaense.
Rodrigues alterou a Lusa em duas posições. Na defesa a mudança foi forçada pela contusão do experiente zagueiro Souza (contratura muscular na coxa direita). Os garotos Henrique, 20, e Maicon, 21, disputam a preferência do técnico. No ataque a novidade é a entrada de Betão no lugar de Paulo César. Betão, 20, marcou um dos gols em Ponta Grossa e sofreu um pênalti não convertido pela Lusa.
O torcedor que chegar mais cedo ao Estádio do Café poderá ver em ação os veteranos da Lusinha contra uma seleção de Rancho Alegre, a partir das 9 horas. Os ingressos têm preço único de R$ 5,00.
A retranca vai ser a arma do Rio Branco. O técnico Valdir Peres espera conseguir os três pontos de uma maneira simples: aproveitando os erros do adversário e os contra-ataques rápidos puxados pelos atacantes Ratinho e Crispim. Peres comemorou a mudança de estádio. ‘‘Vamos ter mais espaço para jogar e não vamos ter a pressão da torcida.’’ Os jogadores Erminho, Henrique e Canigia, que no ano passado estiveram defendo a Lusa, guardam boas lembranças da época, mas falam que só sairão contentes de campo se o Rio Branco vencer. (Colaborou Fernando Tupan, Curitiba)

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