Brasília - Representantes do Ministério Público deverão verificar as condições de segurança e higiene dos estádios de futebol antes e durante os jogos. Dirigentes que não prestarem contas da situação financeira dos clubes serão afastados, da mesma forma que torcedores baderneiros poderão ser banidos dos campos por até um ano. Essas e outras medidas de moralização (ver quadro ao lado) do esporte mais popular do País fazem parte de duas leis sancionadas ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a conversão da Medida Provisória 79, a chamada MP do Futebol, e o Estatuto do Torcedor.
''No Brasil tem lei que pega e lei que não pega. Para pegar, é preciso que as pessoas responsáveis deste País comecem a falar desta lei, comecem a alertar'', discursou Lula, em solenidade no Palácio do Planalto.
As novas leis entram em vigor tão logo sejam publicadas no Diário Oficial, o que deve ocorrer hoje. Mas os clubes terão prazo de seis meses para se adequarem a exigências do Estatuto do Torcedor como a numeração dos ingressos de arquibancada, a exemplo do que ocorre em teatros; a instalação de câmeras de vídeo para fiscalizar as torcidas em estádios com capacidade para mais de 20 mil pessoas; e a construção de banheiros em número compatível com o tamanho do estádio.
Os clubes terão também de providenciar equipes com um médico, dois enfermeiros e uma ambulância para cada grupo de dez mil torcedores. ''Um cidadão que vai a um estádio tem direito de ter sanitários limpos. Ele tem direito de ter acesso a um bebedouro. Posto de atendimento médico com médico e ambulância. É isso o que garante a um pai, a uma mulher colocar os seus filhos pequenos no colo e ir para um estádio de futebol'', disse Lula.

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