Lula responde rápido às críticas da Fifa
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Simone Iglesias e Dimmi Amora<BR>Folhapress 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demorou somente um dia para responder às ironias feitas pelo secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke, sobre o trabalho que está sendo feito no Brasil para sediar a Copa do Mundo-2014.
Ontem, em evento em Brasília, o presidente brasileiro disse que as pessoas envolvidas no projeto para o próximo Mundial ''não são idiotas'' e que sabem os reais problemas a serem resolvidos até lá.
''Terminou a Copa da África (do Sul) agora e começam a dizer ''cadê os aeroportos brasileiros, os estádios brasileiros, os corredores de trem, os metrôs?', como se nós fossemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e definir nossas prioridades'', afirmou Lula.
A resposta do executivo brasileiro foi dada diretamente ao secretário da Fifa. Valcke havia dito segunda-feira, com expressão que unia ironia, sarcasmo e enfado, ''que os principais problemas (do Brasil) são que temos de construir estádios, temos de construir aeroportos, temos de construir estradas, temos de fazer funcionar um sistema de telecomunicações, temos de resolver as acomodações'' e acrescentou afirmando que ''com exceção disso, trabalharemos para que tudo funcione''.
O presidente da entidade que rege o futebol, Joseph Blatter, fugiu da dividida e apontou o seu secretário como o ''responsável por 2014''. ''Eu não sei se há problemas, eu procuro soluções'', disse, ao ser questionado sobre os desafios do Brasil para a Copa-2014.
A principal discussão do Mundial a ser realizado no Brasil é a distribuição de vagas para os continentes. A América do Sul pleiteia a manutenção de suas quatro vagas e meia (o quinto colocado disputa a repescagem com a Concacaf).
Como a vaga do Brasil já está garantida, outro continente teria que perder um lugar. Questionado se o desempenho dos sul-americanos na África do Sul (quatro países nas quartas de final) poderia interferir, Blatter deixou claro que não. ''Há outros critérios'', comentou o dirigente suíço. ''Mas essa decisão só será tomada a partir do ano que vem, pelo comitê executivo da Fifa'', explicou.


