Brasília - Quase um ano depois de dizer que Carlitos Tevez não daria certo no Corinthians, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Palácio do Planalto o ídolo argentino e outros oito jogadores do time campeão brasileiro de 2005. Num rápido encontro no gabinete do terceiro andar do palácio, ontem, Lula brincou com Tevez, passando a mão no cabelo do jogador, e ressaltou o ''momento importante'' da relação do Brasil com a Argentina.
Em café da manhã com jornalistas, no palácio, no dia 23 de dezembro do ano passado, Lula discordou da contratação do jogador argentino, a maior do futebol brasileiro, por cerca de US$ 20 milhões. Já na audiência de ontem, o presidente aproveitou para sugerir uma associação do êxito de Carlitos Tevez com a política externa do governo.
''Ninguém imaginava que isso iria ocorrer há dez anos'', afirmou o presidente. ''Vivemos o melhor momento da relação Brasil e Argentina.''
Numa viagem recente à Argentina, Lula disse que Tevez era o ''símbolo'' da integração dos dois países. Corintiano fanático, o presidente costuma usar seus ''conhecimentos'' de futebol para falar de temas políticos e econômicos.
Durante a audiência, Lula ganhou duas camisas do Corinthians uma branca, entregue por Tevez, e uma preta, presenteada pelo presidente do clube, Alberto Dualib. Lula ainda ergueu a taça do Campeonato Brasileiro e ganhou uma medalha alusiva ao título.
Também estiveram na audiência os jogadores Betão, Wescley, Roger, Bruno, Eduardo Ratinho, Wendel, Marcelo e Marcelo Mattos. Além do técnico Antônio Lopes, do presidente da MSI, o iraniano Kia Joorabchian, e dos ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Agnelo Queiróz (Esportes).
Kia O iraniano Kia Joorabchiam dono da MSI foi categórico ao ser perguntado se o Corinthians pretende fazer uma proposta para a contratação do técnico Vanderlei luxemburgo - recentemente demitido no Real Madrid. Em entrevista à Rádio Record, de São Paulo, Kia disse que gosta do trabalho de Luxemburgo e o considera um dos melhores do mundo, mas não quer trabalhar com ele. ''Eu não quero trabalhar com ele. Aliás, nunca na minha vida eu quero trabalhar com ele'', disse Kia. ''Eu ainda não conservei com ninguém, mas particularmente não quero. Ele é meu amigo, eu o respeito muito e é um bom profissional, mas eu não quero'', repetiu.

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