Rio - Durante evento realizado no Maracanã ontem, que serviu para oficializar a liberação de mais R$ 100 milhões para as obras do Pan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu os gastos públicos com a competição, apesar de o orçamento já ter aumentado 684% em relação à previsão original, chegando a R$ 3,2 bilhões.
Lula usou o fato de o Pan representar a imagem do Brasil no exterior para justificar os gastos. ''É infundado e absurdo dizer que estamos gastando dez vezes mais'', disse o presidente.
O dinheiro desembolsado pelo governo federal, inicialmente previsto em R$ 138 milhões, se multiplicou quase por 11 e hoje chega a R$ 1,5 bilhão. A verba do Estado passou de R$ 31 milhões para R$ 500 milhões, e a do município foi de R$ 239 milhões para R$ 1,2 bilhão.
''Obviamente que nós, enquanto federação temos que defender o nome do país, ou seja, se algum deles (Estado ou município) tiver algum problema, o governo federal tem que entrar (com dinheiro) porque quando foram abertos os Jogos o que vai ficar é a imagem do Brasil'', afirmou Lula.
O presidente afirmou ainda que Tribunal de Contas pode investigar depois se houve excessos, mas que o Brasil tem, neste momento, que fazer seu ''dever de casa''.
Durante o evento, Lula cobrou três pênaltis no Maracanã com o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, como goleiro. A primeira cobrança bateu na trave, e as outras duas foram convertidas - sem grande esforço de Cabral para defender. Lula brincou e disse que homenageava o ex-jogador do Corinthians Cláudio Cristovão de Pinho, ídolo na década de 50.

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