Lula dá início a obras do Beira-Rio
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Estelita Hass Carazzai<br> Folhapress 
Porto Alegre - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início, na tarde de ontem, em Porto Alegre, às obras de reforma e ampliação do Beira-Rio, um dos estádios-sede da Copa de 2014.
Lula ligou a máquina bate-estacas para o início da obra e descerrou uma placa em alusão ao evento, que ficará na entrada do estádio.
Apesar da presença do presidente, não haverá investimento governamental na obra - o Internacional, dono do Beira-Rio, bancará integralmente a reforma, cujo investimento previsto é de R$ 150 milhões.
Haverá, no entanto, um único incentivo governamental, que é a isenção de impostos municipais e estaduais, que chegará a R$ 30 milhões, segundo o presidente do clube, Vitório Piffero.
O estádio receberá uma cobertura de estrutura metálica, novos vestiários e cabines de imprensa e aumentará sua capacidade de 56 mil para 62 mil pessoas.
O ministro dos Esportes, Orlando Silva, que acompanhava Lula, minimizou o fato de não haver investimento federal no estádio. ''Muitas declarações foram dadas quanto à necessidade de investimentos privados (para a Copa)'', afirmou.
Para o ministro, o exemplo do Internacional deve ''inspirar outras cidades, de modo que possamos andar mais rápido na preparação para a Copa''.
O presidente afirmou que o início das obras era ''motivo de muita alegria''. ''A gente vai demonstrar, para o Brasil e para o mundo, que temos competência e temos gente preparada para realizar uma Copa do Mundo da melhor qualidade''.
Lula também aproveitou a oportunidade para se declarar torcedor do Internacional, e elogiou o desempenho do time quarta-feira, durante a vitória sobre o São Paulo pelas semifinais da Libertadores. ''O Internacional jogou uma partida bem estruturada, sufocou o São Paulo o tempo inteiro'', afirmou o presidente.
Rio de Janeiro
Mesmo com a indefinição sobre a participação de São Paulo como cidade-sede da Copa-2014, o governador do Rio, Sergio Cabral, descartou ontem a possibilidade de reivindicar que a abertura do evento seja feita na capital fluminense. Para Cabral, seria uma ''falta de respeito e gentileza'' com as outras cidades que abrigarão os jogos do principal torneio de futebol do mundo.


