Rio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem a carta de apoio à candidatura do Rio para sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A solenidade foi realizada durante sua visita aos atletas que disputam o Parapan-Americano, no condomínio construído para recebê-los durante a competição.
Os dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) terão até o dia 13 de setembro para oficializar a candidatura do país no Comitê Olímpico Internacional (COI). ''O Pan e o Parapan nos dão a confiança de que poderemos alçar vôos ainda maiores'', disse o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior.
''Estas garantias são fundamentais para o sucesso da candidatura aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Com esta carta, o Comitê Olímpico Internacional terá em mãos o comprometimento formal do Governo Federal à candidatura da cidade do Rio de Janeiro'', disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.
O Brasil já tentou três vezes realizar os Jogos - Brasília-2000, Rio-2004 e Rio-2012. Não passou da primeira fase.
Até agora, o COB não divulgou o orçamento da candidatura. Os dirigentes alegam que estão preparando o projeto. Segundo Nuzman, os Jogos no Rio em 2016 custarão bem menos que a Olimpíada de Pequim, orçada em US$ 31 bilhões (cerca de R$ 62 bilhões). O Pan custou R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos (estadual, federal e municipal) - cerca de 800% acima do previsto. O governo federal foi o que mais investiu (R$ 1,8 bilhão).
Depois de oficializar a candidatura, os brasileiros terão até o dia 14 de janeiro para entregar ao COI o caderno de encargos. As garantias dos governos de cada país deverão ser entregues somente nesta data. A partir daí, o COI terá quatro meses para examinar as candidatura. Em junho, a entidade anunciará as cidades que permanecerão na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. A decisão final está marcada para 9 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca. Além do Rio, Chicago, Madri, Tóquio e Doha são candidatas.
Na visita de ontem, Lula preferiu fazer um discurso em apoio aos atletas do Parapan. ''Enquanto eu for presidente, na hora em que acabar o dinheiro da Caixa, nós temos o Banco do Brasil e, na hora em que acabar o do Banco do Brasil, nós temos a Petrobras, na hora em que acabar o da Petrobras, nós temos os Correios, temos a Eletrobrás, temos uma infinidade de empresas que não deixarão de dar a vocês a qualidade que daremos a qualquer outro atleta''.
Prata - Pela primeira vez Clodoaldo Silva, 29, não levou o ouro no Parapan do Rio. Ele foi prata ontem no 50 m costas, categoria S4. Clodoaldo foi superado pelo mexicano Juan Reyes, que bateu o recorde mundial com o tempo de 45s11. O brasileiro bateu seis recordes mundiais no Parapan, em quatro dias de provas. Ele disputa nove modalidades da natação.

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