Konigstein - Dida já foi a duas Copas do Mundo. Na primeira, em 1998 (França), era o terceiro goleiro. Na segunda, em 2002 (Coréia e Japão), foi reserva de Marcos. Aos 32 anos, o goleiro do Milan está a cinco dias de estrear, de fato, num Mundial.
Ele reconhece que não vê a hora de pisar no gramado do Estádio Olímpico de Berlim, na próxima terça-feira, contra a Croácia. É a realização de um sonho. ''Estou pensando há muito tempo em disputar uma Copa e ser titular. Já tive duas oportunidades, aprendi bastante, mas minha contribuição nesta será mais efetiva. Estou dando todos os esforços para contribuir com a equipe'', afirmou Dida.
A ansiedade é visível no discurso do goleiro: ''A emoção é grande, a Copa envolve o mundo inteiro. Dou graças a Deus de estar presente em mais um Mundial'', disse.
Questionado nos últimos meses por ter atuações irregulares no Milan, Dida reconquistou a confiança na seleção brasileira. Vem mostrando segurança nos treinos e não teve trabalho nos amistosos disputados contra um combinado de Lucerna e a Nova Zelândia. Mesmo assim, o goleiro acha que os testes foram proveitosos.
''Enfrentamos duas equipes bastante inferiores, mas isso não quer dizer que a defesa não foi exigida. Pelo contrário. Times que não têm nada a perder também exigem. Não tive trabalho porque a contribuição de todos, ataque, meio e defesa, foi grande. Esperamos que na Copa todos continuem ajudando'', analisou o goleiro.
Para o jogo de estréia contra a Croácia, Dida prevê dificuldades. O goleiro assistiu a parte do amistoso contra a Espanha e minimizou a derrota dos croatas por 2 a 1. ''O primeiro jogo da Copa sempre é difícil e nosso adversário não é fácil'', alertou o camisa 1.
Ainda sem ter renovado o contrato com o Milan, Dida pode deixar o clube italiano após a Copa. Mas ele não quer falar do futuro: ''Minha cabeça está só na seleção brasileira'', afirmou Dida, que com seu jeito tímido e de poucas palavras vibrou com o término da sua entrevista coletiva. (Agência O Globo)

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