Luizão admite que artilharia deve ficar com Guilherme
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sexta-feira, 10 de dezembro de 1999
Por Arnaldo Ribeiro e Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 10 (AE) - Luizão é daqueles atacantes "fominhas, que cobiça a artilharia de qualquer competição. No Corinthians, chegou a "brigar com Marcelinho Carioca pelo direito de ser o cobrador oficial de pênaltis da equipe. Mas, agora, às vésperas da decisão do título brasileiro, ele já abriu mão de ser o goleador do campeonato em favor de Guilherme, com quem construiu uma forte amizade nos tempos em que jogaram juntos no Vasco, durante o início do ano.
"O Guilherme é uma pessoa que eu adoro, é como um irmão para mim; as nossas famílias se dão muito bem e eu fico muito feliz que ele esteja se destacando como artilheiro deste brasileiro: está em boas mãos, afirmou. "Já disse a ele que eu abro mão da artilharia em troca da conquista do campeonato: nunca fui campeão brasileiro e acho que chegou a hora.
Luizão começou o Brasileiro de forma arrasadora. Disparou na artilharia, mas foi ultrapassado por Alex Alves, do Cruzeiro, e depois atropelado pelo amigo Guilherme, que hoje tem 25 gols contra 18 do corintiano. "É difícil reverter essa diferença de sete gols, mas em uma partida ela já pode ser pelo menos diminuída, analisou Luizão, satisfeito com a sua média de 0,78 por partida.
"Não joguei todas porque sofri algumas contusões; caso contrário, poderia ter mais alguns gols na tabela, afirmou o atacante, que sofre de uma tendinite crônica nos tendões de aquiles por ter os pés chatos.
Para Luizão, Guilherme tem mais facilidade em ser artilheiro no Atlético-MG do que ele no Corinthians. "O Atlético joga em função dele, assim como o Cruzeiro joga em função do Alex Alves; aqui, eu jogo em função do Corinthians, declarou. O técnico Oswaldo de Oliveira disse que, de certa forma, concorda com seu artilheiro. "Basta ver o alto número de gols marcados por nossos outros jogadores durante a competição.
VOLTA POR CIMA - Luizão lembra que ele e Guilherme, que era seu reserva no Vasco, não tiveram um início de ano promissor. Foram dispensados pelo clube carioca. "Nós dois saímos juntos do Vasco no meio do ano e hoje estamos disputando a final do Brasileiro, disse, com certa ironia.
Na época, Luizão incentivou a ida de Guilherme para o Atlético-MG. "Nós conversamos e eu disse que ele ia se dar bem lá, jogando ao lado do Marques, que é um grande assistente; não sabia que isso ia se voltar contra mim, disse.


