Sport Press
De Tóquio, Japão
O clima ficou quente ontem durante a entrevista coletiva concedida pelos jogadores e pelo técnico Luiz Felipe Scolari após a derrota do Palmeiras por 1 a 0 para o Manchester United pela decisão da Copa Intercontinental de clubes. Scolari se envolveu numa confusão com um policial japonês.
Logo após o treinador palmeirense responder uma das perguntas, o policial japonês achou que já estava na hora de terminar a entrevista. Irritado, Scolari partiu para cima do policial e a turma do ‘‘deixa disso’’ evitou que a confusão tomasse proporções maiores.
Depois do tumulto, Scolari justificou-se. ‘‘Disse que estava trabalhando naquele momento, dando entrevistas para jornalistas do meu país’’, disse o técnico do Palmeiras.
O técnico alviverde não quis falar da atuação de jogadores como o goleiro Marcos, que falhou no gol do irlandês Roy Keane, aos 35 minutos, e o meia Alex, da seleção sub-23 que vai disputar a Olimpíada, ou dos outros atletas que perderam várias oportunidades de gol.
‘‘Meus jogadores fizeram o possível. Participaram, tiveram uma boa atuação. Mas tudo poderia ter mudado, se um chute fosse melhor colocado ou o goleiro rival não estivesse num bom dia. Meus jogadores corresponderam plenamente (ao esperado)’’, garantiu o treinador do Palmeiras.
Scolari garante que desconhece o interesse do Grêmio na sua volta. O treinador tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2000 e afirma que pretende cumprir o compromisso até o final.
‘‘O Palmeiras tem um projeto de reciclagem para o 2000 e eu tenho contrato com o clube até o final do próximo ano. No entanto, deixo a diretoria à vontade, apesar de preferir continuar a realizar o meu trabalho no Palmeiras’’, frisou ele.
Os dirigentes do Grêmio pretendem contratar também o preparador físico Paulo Paixão, que deixou o clube gaúcho há dois anos e meio junto com Scolari.

mockup