Luiz Felipe adia cirurgia por causa da maratona de jogos
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domingo, 16 de maio de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 17 (AE) - O técnico Luiz Felipe Scolari terá de ser submetido a uma cirurgia para corrigir um desvio no septo nasal. Mas o treinador adiou a operação para o início do segundo semestre, por causa da participação do Palmeiras na fase decisiva da Taça Libertadores da América, Copa do Brasil e Campeonato Paulista. A necessidade da cirurgia foi constatada pelo médico especialista Renato Abissamra, do Hospital Oswaldo Cruz, indicado pelo presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, Márcio Papa, ao treinador. Após examinar Scolari, o médico disse que a sinusite que atacou o técnico foi provocada por uma inflamação no septo nasal. O técnico convive com esse problema desde 1978 quando fraturou o nariz ao dividir uma jogada com o atacante Neca, que atuou no Grêmio, Corinthians e São Paulo.
Enquanto não faz a cirurgia, Scolari terá de combater o problema com antibióticos. O técnico não pode dirigir a equipe na goleada sobre a Internacional de Limeira por 4 a 1, domingo, no Palestra Itália. Hoje à tarde, o treinador compareceu à Academia, mas não treinou o time. Além da sinusite e gripe, o técnico recupera-se de uma gastrite leve, causada por stress. O médico do clube, Rubens Sampaio Neto, disse que se Scolari fosse um atleta estaria fora da partida contra o River Plate, quarta-feira em Buenos Aires, cuja temperatura deverá oscilar entre 8 e 6 graus durante a partida.
O técnico, prevê o médico, não deverá estar na condição ideal para dirigir o time como está habituado. Scolari poderá ter dificuldade para gritar com seus jogadores durante o jogo.
Quanto ao stress, Sampaio explicou que o motivo é a tensão vivida pelo treinador com a sequência de jogos importantes. "O stress aumenta a secreção ácida de qualquer pessoa", disse o médico. Ao conversar com os jogadores, Scolari tentou demonstrar bom humor.
Ele até brincou com o zagueiro Roque Júnior. "Parabéns, foi eu não dirigir o time para vocês ganharem por 4 a 1." Depois, quando viu seu auxiliar Flávio Teixeira, que o substituiu na partida contra a Internacional passando instruções para os jogadores no treino, entrou no campo. "Vou lá porque o Flávio quer me derrubar."


