LUIZ CLAUDIO OLIVEIRA
Sem padecer no paraíso
A torcida coxa estava em festa desde o começo da semana passada e já se previa que o título acabaria no Alto da Glória. Lotado de mulheres e crianças que não pagaram ingresso, o Couto Pereira recebeu bem mais do que as 15 mil pessoas apontadas na bilheteria. Embora o primeiro tempo assustasse a torcida, o Coritiba não padeceu no paraíso e homenageou as mães com uma goleada - a segunda que o Iraty toma neste quadrangular.
A reação aconteceu no segundo tempo, quando Valdyr Espinosa ousou colocando o terceiro atacante, Macedo, e o volante Struway de lateral. Pressionou tanto o Iraty que o time de Ernesto Paulo - com muitos desfalques, é certo - mal passou do meio-de-campo.
O Coxa chega pela quarta vez nesta década de 90 em uma decisão e já está na Copa do Brasil do ano que vem. Domingo que vem já tem Atletiba, lá no Congeladão, isto é, no Pinheirão. Se vencer novamente o Atlético, pode encomendar as faixas de campeão e emprestar o carro de bombeiros do time Rexona. A torcida tem que se unir, sofrer um pouquinho e ir até o Tarumã para empurrar seu time.
O Coritiba, na verdade, confirma o que se afirmava antes do campeonato iniciar. É o favorito ao título porque tem melhores jogadores que os adversários.
O Atlético, é certo, teve a melhor campanha dos dois turnos da primeira fase e em qualquer campeonato decente teria sido campeão. Mas o time é pior do que o do Coxa. Enquanto o rubro-negro vem caindo de produção, o alviverde está subindo. E o Paraná soma nove partidas sem vitória.
Amarelada
Lamentável o lance que resultou na fratura de Tuta, tirando o artilheiro do restante da competição e prejudicando muito o Atlético. Um carrinho por trás, daqueles que a Fifa recomenda a expulsão e o árbitro deu apenas um cartão amarelo. A ‘‘amarelada’’ dos juízes paranaenses reforça a tese atleticana de trazer árbitros de fora.
Justiça feita
Em São Paulo, a justiça foi feita e o título foi para o melhor time da temporada.
Lição de meninas
O Rexona/Paraná deu uma grande lição de persistência, garra e qualidade técnica ao vencer o timaço do Leites Nestlé lá em Jundiaí e conquistar o título de campeã da Superliga Feminina. Eram poucas as pessoas, mesmo entre os torcedores paranaenses, que ainda acreditavam na vitória depois que o time curitibano perdeu o quarto set e perdia também o tie-breake por 13 a 11. A virada ensinou que não se deve desistir nunca enquanto ainda há uma chance. E quem nos deu esta lição foram garotinhas como Raquel (19 anos) e Érika (18 anos), além de Fernanda Venturini (dedos de sílfide, como diz o mestre Armando Nogueira), Estefânia, Cintha (que garra holandesa é essa?), Waleska, Kika e Ana Volponi.

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