Fim de ano, época de transição. É hora de pensar o que fizemos em 97 e planejar o que faremos em 98. Assim, pensemos juntos o esporte paranaense, começando pelo futebol.
* 97 foi um ano tumultuado para o Atlético, que ficou ameaçado de não participar de nenhuma competição, graças à suspeita de corrupção de sua diretoria e à má fé da CBF e de seus tribunais. Depois do susto, o balanço pode ser positivo, sendo o clube do Paraná melhor colocado no brasileirão, mesmo jogando fora da Baixada, que está em construção. A volta à Baixada, com o status de estádio mais moderno do Brasil, é a grande expectativa da nação rubro-negra para 98.
* O Paraná Clube comemorou merecidamente o pentacampeonato e chegou a surpreender em algumas rodadas do brasileiro. Já tem um nome nacional. Agora, com nova diretoria a expectativa é ver o que acontece em 98.
* O Coritiba inaugurou seu CT, graças ao trabalho abnegado do diretor José Francisco Arruda. No futebol, contratações erradas atrapalharam os planos da comissão técnica que, inteligentemente, foi mantida para 98. Agora, o novo presidente promete dar à torcida o tão aguardado título de campeão paranaense, que não é comemorado desde 1989.
* O Londrina fez um paranaense de altos e baixos dentro de campo e só baixos fora dele com a péssima administração de Marcelo Caldarelli. A administração da Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL) apostou num trabalho imediato para subir à primeira divisão. Não deu certo. Agora, é pôr os pés no chão para, num trabalho melhor planejado, tentar aproveitar o que a segundona - valorizada com as presenças de Fluminense e Bahia - tem a oferecer. Só depois pensar em subir. Com uma equipe certinha e determinada. Sem mercenários ou chuteiras de aluguel.
* O esporte que mais cresceu em Curitiba foi o vôlei feminino, com a implantação do Centro de Excelência do Rexona. O time já está dando resultados, antes mesmo do que previam seus diretores. Termina o ano como líder e único invicto da Liga Nacional Feminina. Para 98, pode até sonhar com o título. E para os próximos anos, deve começar a colher os frutos das novas jogadoras que devem aparecer graças ao projeto de base da Rexona.
* O grande destaque negativo foi o conjunto de trapalhadas e calotes de Onaireves Moura na Federação Paranaense de Futebol. O ano termina com Moura afastado da FPF por decisão judicial. E não se consegue entender porque ainda é defendido por presidentes como Joel Malucelli, do Coritiba, e outros tantos do interior. É preciso sanear de vez a Federação e, para tanto, basta os clubes quererem.
* O destaque positivo foi a aprovação na Câmara Federal da Lei Pelé. Mesmo com as modificações impostas pelos interesses dos cartolas, deve melhorar, a longo prazo, a organização do futebol no Brasil.

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