Luiz Claudio Oliveira
Indo bem
Na 11ª rodada do Brasileiro, os times paranaenses da primeira divisão saíram com uma vitória (Coritiba 4 x 2 Bragantino), um empate (Atlético 1 x 1 São Paulo) e uma derrota (Criciúma 1 x 0 Paraná). Resta ao Londrina, hoje, na segunda divisão, tentar pender a balança para o lado do Paraná. Uma vitória em Piracicaba deixa o Tubarão com um pé na próxima fase. Importante reafirmar que todos os times do Paraná estão indo bem em suas competições. Vamos torcer para continuar assim e para, no ano que vem, termos quatro clubes na primeira divisão.
Paraná
O Paraná Clube vem provando de seu próprio veneno. Para quem costumava vencer as partidas no final de segundo tempo, como fez contra o Atlético e Guarani, o tricolor de Vila Capanema está sentindo muito as derrotas para Goiás e Criciúma no último minuto da partida.
Cleber
Bastou uma partida para que o jogador Cleber viesse a ser o artilheiro do Coritiba. Marcou três gols. Outro detalhe: somente na partida de ontem o Coxa marcou quase a metade dos gols que havia feito até então no campeonato.
Régis
Mesmo não tendo salvo o Paraná Clube da derrota, o goleiro Régis vem se destacando na defesa de pênaltis. Segundo um levantamento do repórter Osmar Antônio, da Rádio CBN de Curitiba, de 40 pênaltis cobrados, o goleiro do Paraná defendeu 18. É quase a metade. Para compensar, o goleiro Jefferson, do Criciúma também defendeu o pênalti cobrado por Sidnei.
Tirando da reta
Nos mesmos dias em que a Receita Federal anuncia interesse em fiscalizar melhor as coisas do futebol, nossos brilhantes líderes de partido no Congresso Nacional decidem - sem consulta à maioria - não votar o regime de urgência para a CPI do Futebol. Na linguagem dos boleiros, isso significa que ‘‘levamos uma bola nas costas’’. Fico imaginando o que estes mesmos parlamentares não farão com o anteprojeto apresentado pelo ministro Pelé. Mas não tem problema, a eleição está aí para a gente virar o placar.
Sem Pintul
O zagueiro bósnio Sanin Pintul já foi dispensado pelo Atlético sob a desculpa de não ter se adaptado. Não vou discutir os méritos técnicos do atleta, mas não se pode querer que um jogador estrangeiro adapte-se rapidamente ao futebol brasileiro, sem levar em conta todas as mudanças a que ele estará exposto - língua, clima, costumes, treinamentos, amizades, solidão e a própria diferença de futebol. Essa adaptação não leva menos que seis meses. Pintul ficou menos de dois meses na Baixada e jogou apenas uma partida, contra o Botafogo.

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