Ao contrário do corvo de Edgar Allan Poe, que gritava ‘‘Nunca Mais!’’, ‘‘Nunca Mais!’’, uma gralha tricolor não se cansa de gritar ‘‘Mais Um!’’, ‘‘Mais Um!’’. Este pássaro acaba de depositar mais um pinhãozinho na plantação de Vila Capanema. Não é uma ave igual à Fênix. Nunca teve que ressurgir das cinzas pois nasceu em glória. Há cinco temporadas faz um pacto com a vitória, sendo a grande campeã da década de 90. Tem problemas financeiros parecidos como os de uma família rica que caiu em decadência e hoje é pobre, mas não menos trabalhadora, não menos orgulhosa de seus membros. A torcida paranista tem, mais do que todas as outras, motivos de sobra para se orgulhar dos jogadores e comissão técnica, principais responsáveis pela conquista do pentacampeonato. A diretoria, ainda cumprindo o noviciado da cartolagem, está no caminho para transformar boas intenções em competência, embora não se possa chamar de totalmente competente uma diretoria que atrasa prêmios e salários. O fato é que mais do que nunca o título é dos que estavam dentro de campo. Nem mesmo a torcida, um tanto distante neste 97, o merece tanto quanto os profissionais da bola. Agora, está na hora de o pentacampeão paranaense mostrar a força em disputas nacionais.
ATLÉTICO TOTAL

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