De novo com a
máquina de calcular
Atlético e Coritiba, ainda com chances de classificação, têm que, além de meter o pé na bola, botar os dedinhos na máquina de calcular. Teoricamente, com 34 pontos os dois se classificam. Isso significa que os dois precisam vencer os dois jogos que lhes restam. Dependem deles mesmos. Só que, se for como ontem, no Estádio do Vasco, em São Januário, vai ficar difícil.
O imperador romano do futebol brasileiro, Eurico Miranda, simplesmente não deixou a torcida do Atlético entrar no estádio, como prevê o regulamento. Antes do jogo, vários torcedores vascaínos já haviam invadido o campo. Quem sentiu a pressão foi o árbitro Luciano Mendes de Almeida. Segundo todas as rádios que transmitiam a partida, ele deixou de dar dois pênaltis a favor do rubro-negro, além de ter cometido vários outros erros menores.
Agora, jogadores, diretores e torcedores ficam lembrando dos pontos desperdiçados, dos gols não marcados e daqueles que poderiam ter sido evitados. Como ‘‘não está morto quem peleia’’, ainda há esperança de classificação.
Para pensar: não seria melhor ficar entre aqueles clubes classificados entre o nono e o 16º colocado? Esses vão disputar entre si uma vaga para a Libertadores e talvez seja mais fácil essa competição do que jogar contra os oito melhores em busca de duas vagas.
Segundona vem aí
O Paraná Clube, que por cinco anos seguidos dominou o futebol paranaense, nunca foi lá muito bem nos campeonato nacionais, principalmente os da primeira divisão. A derrota para o São Paulo, no sábado, deixou o tricolor de Vila Capanema em uma situação crítica no campeonato. Está com um pé na segunda divisão e outro em uma casca de banana. Daqui para a frente, nos três compromissos que ainda tem, não se pode dar ao luxo sequer de empatar. A esta altura, uma diretoria competente, mesmo sem revelar isso aos jogadores e torcedores, já estaria fazendo os planos para enfrentar a segundona no ano que vem.
Afinal, a Série B está cada vez mais difícil e, por isso mesmo, cada vez mais atrativa. Se a queda se confirmar, o Estado do Paraná terá dois clubes na primeira (Atlético e Coritiba) e dois na segunda divisão (Paraná Clube e Londrina).
Imagens da paixão
No próximo dia 16, os atleticanos e os amantes da fotografia têm um encontro na Arena da Baixada. O fotógrafo Nilo Biazzetto Neto abre a mostra ‘‘Paixão Rubro-Negra’’. São cerca de 60 imagens selecionadas entre mais de mil capturadas pelo profissional que, durante os jogos do Atlético na Baixada, apontou sua câmera para a torcida rubro-negra. Na oportunidade, também estará sendo lançado, em edição limitada, o álbum fotográfico ‘‘Arena’’.
Neto faz parte de uma grande família atleticana. Seu avô, Nilo Biazzetto, foi titular na zaga do grande time atleticano que ficou conhecido para sempre como ‘‘Furacão’’, na década de 40, e até hoje é motivo de um grito de guerra da galera rubro-negra. Anote na agenda, pois vale a pena conferir: dia 16, às 20 horas, na Sala Vip da Arena.
Futebol e política
Desde sempre o futebol foi utilizado pelos políticos que querem tirar o proveito do que os jogadores fazem em campo. A cidade de Londrina certamente ganhou e vai organizar um belo espetáculo no torneio Pré-Olímpico, mas é melhor pensar mais na organização e menos no ôba-ôba político. As finais do torneio foram para Londrina não por conta do trabalho de nenhum político, mas apenas porque o Atlético estaria utilizando a Arena, no torneio Sul-Minas, na mesma data em que estão marcados os jogos finais do Pré-Olímpico. Por falar nisso, se o Londrina classificar-se para o Torneio Sul-Minas, irá jogar aonde, se os estádios da cidade estarão servindo ao Pré-Olímpico?

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