Luiz Claudio Oliveira
Luiz Claudio Oliveira
Furacão faz o Caldeirão tremer
Foi uma grandiosa festa o primeiro jogo oficial na nova Arena da Baixada. A vitória deixou o rubro-negro curitibano muito feliz e orgulhoso. O placar de 3 a 2 não reflete o que foi o jogo pois o Atlético desperdiçou inúmeras chances e poderia ter aplicado uma goleada sobre o Flamengo. A torcida compareceu e fez a festa, pulando e gritando tanto a ponto de balançar as arquibancadas do novo e belo estádio.
O Atlético mostrou que tem bons jogadores. Reginaldo, Adriano e Lucas, foram os melhores. Kelly poderia estar entre eles caso aproveitasse pelo menos uma das ótimas chances que teve na partida. Kléber foi um jogador sem vibração e também perdeu um gol feito. Talvez estivesse assustado com a casa cheia. Mesmo assim, marcou um gol de pênalti. O garoto Kléberson, que entrou no segundo tempo, mostrou, mais uma vez, que tem estrela, sabe jogar e vai ganhar um lugar neste time.
O volante Clóvis desarma muito bem, é veloz, mas não sabe sair jogando, além de chutar muito mal a gol. O outro volante, Axel, parece que ainda não se recuperou fisicamente da contusão que o afastou por cerca de nove meses dos gramados. Está sem velocidade. O zagueiro Gustavo se mostrava nervoso e também é lento. São defeitos que a torcida pouco vê na vitória, mas o técnico deve tentar corrigir.
Somando tudo, valeu a vitória e a festa da torcida na volta para a casa.
Desorganização
Estádio de primeiro mundo, serviço de terceiro mundo na Arena Atleticana. Desde a desastrosa venda de ingressos, inúmeros erros mancharam a festa da volta à Baixada. A desorganização, talvez provocada pela terceirização de serviços para a empresa Voltoragui, passou por catracas que não funcionaram e que não eram retiradas para a saída dos torcedores do estádio - se houver qualquer emergência, essas catracas fixas podem matar pessoas. As cadeiras mais caras estavam todas sujas. As rádios Litoral Sul FM, de Paranaguá, e Difusora do Xisto, de São Mateus do Sul, não puderam transmitir o jogo embora tivessem requisitado os serviços com antecedência. Foram desalojadas de suas cabines para dar lugar a rádios cariocas e os torcedores ou futuros torcedores atleticanos do litoral e região sul do Paraná ficaram sem transmissão. Os serviços precisam estar à altura da pretensão do Atlético de ter o melhor estádio do Brasil.
Ronaldinho Gaúcho
Enquanto o Coritiba passeava em cima do Internacional, em Porto Alegre, e assumia a liderança do Brasileirão nesta segunda rodada, o gaúcho Ronaldinho mostrava no México a volta do futebol arte. Ao contrário do outro Ronaldo, este tem um futebol de menos força, mas mais refinado. Lembro que na fronteira, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Leste, ex-craques como Tostão e Rivellino iam aos treinos da Seleção só para observar Ronaldinho Gaúcho. Tinham brilho nos olhos ao ver o jeito que o craque do Grêmio trata a bola. É um sonho do futebol brasileiro que está se tornando realidade. Bola nos pés dele é sinal de arte. Neste momento em que Romário está a ponto de se aposentar, já podemos ver seu sucessor.





