Luiz Claudio Oliveira
Pelé, os 13 e o Paranaense
Na segunda-feira passada, reuniu-se em Curitiba o Clube dos 13, um grupo formado por representantes dos 16 maiores clubes do futebol brasileiro. O nome se dá porque, no início, formavam o restrito grupo apenas 13 clubes. Depois, foram convidados Coritiba, Bahia e Sport, totalizando os atuais 16.
Entre outras coisas interessantes que se discutiu no Paraná, estavam a possível ampliação do grupo para mais alguns clubes, a crítica generalizada e pouco racional à Lei Pelé e a comercialização das competições nacionais para televisões internacionais.
Se os presidentes que fazem parte do Clube dos 13 fossem mesmo corajosos e pensassem no futuro do esporte e de seus clubes, simplesmente leriam melhor a Lei Pelé e criariam - com ou sem apoio da CBF - a Liga de Futebol do Brasil. Poderia ser um clube fechado de apenas 20 equipes, ou um mais aberto, com 40 times, divididos em primeira e segunda divisões. A vantagem é que poderiam organizar seus próprios campeonatos, sem risco de viradas de mesa e com a liberdade total de criar um calendário racional e comercializar o produto final.
Parte disso já vem sendo feito pelo Clube dos 13, mas de uma maneira pouco transparente, e nem todos os sócios são tratados da mesma maneira. Alguns são mais iguais que outros. Além disso, é muito estranho que um grupo tome todas as decisões e deixe de fora outros clubes que participam das mesmas competições, enquanto alguns de seus próprios membros estão hoje na terceira divisão - caso do Fluminense. Enquanto não se democratizar as decisões e tratar todos como iguais, o grupo continuará tendo pouca credibilidade popular. O torcedor gosta do time, não do cartola que eventualmente o preside.
Por isso mesmo, enquanto não tiver a credibilidade e a transparência necessárias, qualquer tentativa do clube dos 13 de falar raivosamente contra a Lei Pelé não deveria ser levada a sério pelo ministro Rafael Greca. Muita coisa deve ser melhorada na Lei Pelé, mas o Clube dos 13 tem a capacidade de reclamar exatamente daquilo que deveria ser mantido, como o fim da Lei do Passe, a obrigação dos clubes em pagar impostos como empresas comerciais e a dos dirigentes em prestar contas de seus gastos e atitudes.
A verdade é que todo e qualquer presidente de clube de futebol do Brasil de hoje tem medo de mostrar suas contas ao público - ou à imprensa. Daí, que é mais fácil esconder o próprio rabo e criticar a Lei Pelé.
Paranaense
Vendo pelo pay-per-view da Net/Curitiba, zapeando de um lado para outro, de um extremo ao outro do Paraná, vi jogos bastante disputados, até violentos, com maus exemplos como o do prefeito e da torcida em Ponta Grossa, com o primeiro fazendo baderna dentro do campo e a segunda jogando pedras nos jogadores e torcedores adversários. No final, a surpresa quase fica com o sortudo Rio Branco, que segurou o Paraná e só não venceu por causa da categoria de Lúcio Flávio na cobrança de falta no minuto final da partida.
Londrina
Londrina não só volta a ter um representante na primeira divisão do Paranaense, como fez barba e cabelo na segundona terá Londrina e Portuguesinha na primeirona do ano 2000. Parabéns!





