São Paulo - A camisa 9 da seleção brasileira não tem dono desde a saída de Ronaldo, após a Copa do Mundo. Vários candidatos apareceram, mas nenhum ainda convenceu Dunga. Luís Fabiano quer muito essa camisa e já apresentou sua candidatura ao treinador. Contra o Paraguai, hoje, em Assunção, ele vestirá a 9 para se consagrar. Pelo menos esse é o seu sentimento.
''Quero muito ser o dono dessa camisa. Sei que sempre vai haver concorrência. Vida de atacante é assim mesmo. E se você faz gols tem mais argumentos para convencer o treinador. É o que espero fazer nessa oportunidade que recebi do treinador. Estou tranquilo'', resumiu Luís Fabiano.
O atacante do Sevilla sabe que não pode vacilar. Atrás dele estão Adriano e o menino Alexandre Pato. E, além dos dois concorrentes, a pressão enorme por uma vitória do Brasil em Assunção. Ele sabe que de nada adianta mandar a bola para as redes se o Brasil não ganhar o jogo. É uma encruzilhada que se apresenta ao artilheiro. ''Eu sei disso. A seleção vai sofrer uma grande pressão se não vencer o Paraguai. Mas o Brasil, quando vale, quando tem três pontos em jogo, corresponde. Não vai ser diferente agora.''
A principal preocupação de Luís Fabiano é o pouco entrosamento com Robinho. ''Jogamos só duas partidas juntos. A gente tenta compensar essa falta de entrosamento com muita conversa. O momento do jogador é quando aparece uma oportunidade. Apareceu agora. É a chance que tenho de me firmar na seleção.''
E o momento é mesmo de convencer o treinador no jogo em Assunção. ''Se eu corresponder nessas duas partidas (Paraguai e Argentina), posso ser o novo dono da camisa 9. Espero que depois do jogo falem muito de Luís Fabiano e se esqueçam de CabaÀas.'' Luís Fabiano tem 27 anos. Na seleção, foi convocado 32 vezes, disputou 18 partidas, jogou 1.197 minutos e fez nove gols.

mockup