São Paulo - O zagueiro Lúcio foi afastado do São Paulo por levar - em mais de uma oportunidade - um preparador físico particular para o CCT da Barra Funda sem autorização da comissão técnica ou da direção. É este o motivo que levou a direção a afastá-lo definitivamente, sem possibilidade de voltar atrás.
Embora tenha sido o técnico Paulo Autuori quem tenha decidido pelo afastamento, a diretoria viu com ótimos olhos a saída do defensor, a quem consideravam uma fonte de má influência no grupo. A avaliação geral é que o currículo vencedor inibia os jogadores com menos rodagem de cobrá-lo pelos constantes avanços ao ataque que deixavam a defesa desguarnecida.
A decepção com o comportamento do defensor vinha desde o episódio na partida contra o Arsenal, na Argentina, pela Copa Libertadores - ao ser substituído, foi para o ônibus sozinho e disse que a partida estava empatada enquanto ele esteve em campo (o time tricolor terminou derrotado por 2 a 1). Ele ainda foi expulso no primeiro jogo das oitavas de final contra o Atlético Mineiro quando o time vencia por 1 a 0; depois do cartão os mineiros viraram.
O São Paulo ainda tenta se desfazer do jogador sem ônus e procura clubes no Oriente Médio. Caso não consiga interessados, a tendência é que o contrato seja rescindido no fim do ano.
Ele treina sozinho em horários separados sob a supervisão do clube. O técnico Muricy Ramalho já avisou que não irá interferir no caso. "Questões disciplinares são para a diretoria", disse.

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