Lúcio mira marca de Aldair em número de jogos
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de outubro de 2008
Marcel Rizzo<br>Agência Estado 
Teresópolis - Aos 30 anos, Lúcio é o capitão da Seleção Brasileira que tenta a vaga na Copa do Mundo da África do Sul. Mais do que o sonho de levantar a taça do hexacampeonato mundial em 2010, o jogador pode entrar de vez para a história da Seleção Brasileira se seguir no time de Dunga pelo menos até o Mundial. Com mais 21 jogos, ele se torna o zagueiro que mais atuou com a ''amarelinha''.
A marca atualmente pertence a Aldair, campeão mundial em 1994. Ele tem 95 jogos, sendo 87 pela principal e oito pela olímpica, contra 75 de Lúcio (quatro ''olímpicos''). Entre os dois ainda há um jogador, este mais antigo. Edinho: que disputou as Copas do Mundo de 1982 e 1986, esta última como titular, tem 88 partidas (mas 29 delas pela seleção olímpica, na preparação para os jogos de Montreal/1976).
''São dois jogadores com muita história para o futebol brasileiro. O importante realmente não são as marcas. Gosto de servir à Seleção Brasileira, somente isso'', disse Lúcio. Em média, a Seleção Brasileira faz 15 jogos por temporada. Com isso, Lúcio precisaria de uma temporada e meia - obviamente se participar de quase todas as partidas. O recorde, então poderia, ser batido na própria Copa do Mundo, que ocorre daqui a pouco mais de um ano e meio.
''É distante, não tem como saber como estará a Seleção Brasileira, como estarei'', diz o jogador do Bayern de Munique. Cafu, com 150 partidas, sendo oito pela seleção olímpica, é o jogador que mais vezes atuou pelo Brasil. Do atual time, Lúcio é aquele que mais jogou. Quem mais se aproxima dele, nas contas da CBF, é Gilberto Silva, com 69 partidas. Outra ''ameaça'' é seu parceiro de zaga, Juan, com 67 atuações.
A dupla de zaga foi o setor que se safou na Seleção Brasileira que afundou na Copa de 2006. Tanto que Dunga sempre deixou claro que os dois seriam os seus titulares, apesar de todo o clamor por renovação. Na última convocação, para as partidas contra Chile e Bolívia, Juan não esteve, porque estava machucado.
''A presença do Juan é importante, já temos um entrosamento. É sempre importante, apesar de o Brasil ter diversos zagueiros com qualidade'', defende Lúcio. A dupla segue em alta nesta edição das Eliminatórias. O setor é o mais seguro da Seleção: em oito partidas, levou apenas quatro gols. Nas últimas três partidas passou sem levar gol. Pena que o ataque não colaborou e só marcou contra o Chile - diante de Argentina e Bolívia passou em branco.
A estréia de Lúcio pela Seleção principal foi em um jogo de Eliminatórias. Em 15 de novembro de 2000, ele estava em campo na partida que ficou conhecida pela ''chuva de bandeirinhas'', que os torcedores jogaram na pista do Morumbi, irritados com a péssima atuação. O Brasil venceu a Colômbia por 1 a 0, no Morumbi, mas o time do técnico Emerson Leão foi tão vaiado quanto o de Dunga no Engenhão, contra a Bolívia. ''O importante dessas partidas é nossa classificação para a Copa. O torcedor tem que entender isso'', crava o capitão.


