São Paulo - O fato da diretoria e dos jogadores do Palmeiras terem manifestado publicamente apoio total não foi suficiente para fazer Vágner Love mudar de ideia. Ele quer sair de qualquer jeito. Horas depois dos afagos dos companheiros, o atacante teve uma reunião com os dirigentes do clube e pediu mais uma vez para deixar o Palestra Itália - emprestado pelo CSKA Moscou, tem contrato até junho.
Ao lado de seu empresário (Evandro Ferreira) e de seu advogado (Diogo Souza), Vágner Love conversou com presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, e com o vice-presidente de futebol do clube, Gilberto Cipullo, após a reapresentação do elenco, na última terça-feira, mas não conseguiu a liberação que desejava.
O empresário de Vágner Love, sem esconder a irritação com o caso, confirmou o encontro de terça-feira com a diretoria, mas negou que tenha sido para pedir a liberação do atacante. ''Não foi bem uma reunião. A gente só bateu um papo, sem pedir nada'', disse Evandro Ferreira. ''Conversamos coisas particulares que não vêm ao caso.''
A verdade é que o empresário acreditava que o Palmeiras iria topar fazer negócio com o Flamengo. Mas a postura firme de Belluzzo e Cipullo, que só aceitam liberar o jogador com uma compensação financeira, dificulta o negócio, já que o clube carioca não parece disposto a colocar a mão no bolso para ter Vágner Love.
Substituto
Vágner Love nem saiu ainda, mas o Palmeiras já corre atrás de alguém para ocupar seu lugar. A bola da vez é Rafael Sóbis, que fez sucesso no Internacional e está no Al-Jazira, dos Emirados Árabes. O jogador tem sido oferecido para vários times, mas a vantagem parece ser palmeirense, por causa da afinidade dele com o técnico Muricy Ramalho, com quem já trabalhou no clube gaúcho.
O Palmeiras quer tê-lo por pelo menos um ano, mas seu clube o libera por apenas seis meses. O empresário de Rafael Sóbis, Jorge Machado, tenta conseguir a liberação por mais seis meses. Assim, a definição do caso pode sair nos próximos dias.

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