Loucos por aventura
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de outubro de 2009
Victor Lopes<br> Especial para a Folha 
Oito atletas de Londrina se preparam para uma grande aventura em terras catarinenses dos dias 30 de outubro a 2 de novembro. Rafael Ribeiro, Marcelo Borges, Juliana Maia, Rafael Kruczeviske, Mateus Amaranti, Edeval Milan, Priscila Mendes e Fabio Carvalho formam dois quartetos para enfrentar a Expedição Xokleng - Bravos 2009.
Em sua quarta edição consecutiva, essa competição de tirar o fôlego acontece em meio à canyons, serras, rios e matas fechadas do município de Araranguá, extremo sul do estado litorâneo, onde os aventureiros percorrerão cerca 300 quilômetros divididos em cinco modalidades: mountain bike, trekking (corrida e caminhada), canoagem, orientação (em mapas e cartas topográficas da região) e vertical (rapel).
Na empolgação de encarar esse grande desafio, que começa na madrugada do dia 31 e deve durar por volta de 44 horas, os esportistas treinam duro em diferentes regiões da cidade. ''Estamos utilizando os recursos naturais que Londrina oferece para simular o Xokleng. Os treinos acontecem seis vezes por semana, com um dia de descanso ativo, que pode ser um pedal leve ou relaxamento na piscina'', explica Adriano Alves, treinador das duas equipes.
Durante o percurso, conhecido poucas horas antes da largada com o recebimento do mapa da localidade, os londrinenses pedalarão 60% do caminho em trilhas bem complicadas, carregando nas mochilas uma infinidade de equipamentos como facas, bússola, kits de primeiros socorros, lanternas, sacos de dormir, além de roupas, calçados, alimentos e água. ''No meio do caminho, há uma parada conhecida como Dark Zone, onde descansaremos de quatro a seis horas. É um momento complicado, em que batem o sono e o cansaço'', salienta Rafael Ribeiro, de 23 anos.
Para se adaptar a essas duras condições, os dois quartetos estão fazendo treinos específicos de longa duração nos finais de semana. Eles iniciam no sábado a tarde e atravessam a noite até a manhã de domingo, com duas a três horas de descanso na madrugada. ''Esta é uma prova mais de inteligência do que intensidade física. Escolher a melhor rota é fundamental. Até porque os mais preparados devem ir no ritmo dos menos condicionados, pois se as equipes separarem seus integrantes por mais de 100 metros, estão desclassificadas'', comenta Alves.
Além de toda a pressão física e psicológica que os competidores serão submetidos, eles devem estar em plena sintonia um com os outros para que não haja uma desarmonia. ''Em ambos os grupos será nomeado um líder. As decisões tomadas por ele devem ser respeitadas para que todo o trajeto seja feito tranquilamente. Alguns dos nossos atletas são mais experientes em competições de aventura, o que dosa bem com a vigor físico dos mais jovens'', enfatiza o treinador, que fica proibido de dar instruções aos seus comandados dentro da Expedição.
Mesmo com todas essas adversidades que terão pela frente, todos os atletas têm grande esperança de vitória. ''As condições climáticas, a união entre eles e uma pitada de sorte serão fundamentais para completar o percurso mais rapidamente'', destaca Adriano.


