São Paulo - Dona de sete títulos mundiais de construtores e seis de pilotos, a Lotus estará de volta à F-1 na próxima temporada. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou ontem que a tradicional equipe será a substituta da BMW Sauber em 2010.
A nova Lotus não será um time britânico, como o original. A escuderia nasce de uma parceria entre o governo da Malásia e um consórcio de investidores do país.
Inicialmente, sua sede será em Norfolk, na Inglaterra, próximo à casa da Lotus original. Mas o plano da escuderia é montar sua fábrica em breve nos arredores do circuito de Sepang, na Malásia.
O 13º time inscrito para a próxima temporada será dirigido por Tony Fernandes, o fundador e presidente do grupo malaio Tune, dono da companhia aérea Air Asia. Mike Gascoigne será o diretor técnico, depois de ter ocupado o mesmo cargo na Force India, Toyota, Renault e Jordan. A Lotus usará o motor Cosworth. Segundo a equipe, os pilotos sairão de um grupo de seis nomes pré-escolhidos e serão anunciados no dia 31 de outubro.
A Lotus é a quarta novidade da F-1 para 2010, já que Manor, UFS1 e Campos irão estrear na categoria.
Após a decisão da montadora BMW de abandonar a F-1 no fim deste ano, a Sauber anunciou que será vendida ao grupo suíço Qadbak Investments Ltd. A FIA admite que poderá aceitar a inscrição caso a escuderia consiga viabilizar orçamento para competir em 2010.
''A FIA acredita que um bom caso pode expandir o grid para 14 equipes'', diz comunicado emitido pela entidade. Fundada por Colin Chapman, a Lotus deixou a F-1 em 1994. Entre os pilotos mais famosos que dirigiram carros da escuderia estão os brasileiros Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, além de Jim Clark, Graham Hill e Mario Andretti.
Delação premiada
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) prometeu poupar o engenheiro chefe da Renault, Pat Symonds, caso ele confesse que a escuderia francesa premeditou o acidente sofrido pelo piloto brasileiro Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de F-1 do ano passado, publicou ontem o jornal britânico ''The Times''.
A proposta feita pela entidade a Symonds é semelhante à recebida por Nelsinho, que confirmou a armação em depoimento à federação em troca da imunidade no julgamento do caso.
O brasileiro disse à FIA que provocou um acidente para ajudar seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, a pedido do chefe da Renault, Flavio Briatore, e de Symonds.
A versão é contestada pela alta cúpula da Renault, que entrou na Justiça contra o piloto e seu pai. A escuderia francesa acusa os integrantes da família Piquet de falsas denúncias e tentativa de chantagem.
No depoimento, Nelsinho citou apenas os nomes de Briatore e Symonds como pessoas que sabiam da armação. Mas, segundo o jornal catalão ''Sport'', o pai do piloto, Nelson Piquet, apresentou uma versão diferente à FIA.
O tricampeão mundial de F-1 acusou Alonso de saber do pedido dos chefes de equipe a Nelsinho. O espanhol foi beneficiado pelo acidente e acabou vencendo a prova, mas negou conhecer a suposta armação.

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