Lotéricas não querem vender ingressos para futebol
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de março de 2009
Agência Estado 
São Paulo - A ideia defendida na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de usar as casas lotéricas para vender ingressos de jogos de futebol, e assim acabar com as filas e reduzir a violência nos estádios brasileiros, foi rechaçada pelos representantes dos donos das próprias casas lotéricas.
''Já prestamos serviços bancários sem ser banco. Assumir o ônus da venda de ingressos e da violência das torcidas inviabilizaria definitivamente nosso negócio. Não podemos aceitar a transferência da violência das torcidas para as casas lotéricas'', afirmou Luiz Carlos Peralta, presidente do Sincoesp, o sindicato dos lotéricos no Estado de São Paulo.
Em carta aberta ao presidente, o sindicato diz que a ideia não é sensata e ''colocaria em sério risco milhares de microempresários, seus colaboradores, apostadores, aposentados, donas de casa, pensionistas e todos os que se utilizam dos serviços hoje prestados pelas lotéricas, inclusive no recebimento de contas de concessionárias de serviços públicos''.
Luiz Carlos Peralta explicou também que a rede de casas lotéricas já enfrenta problemas de segurança, deficiente se comparada com os bancos, e que não teria como lidar com mais uma categoria de clientes. ''O empresário lotérico não deseja fazer esse serviço. Isso é desumano com os lotéricos, seus colaboradores e todos os brasileiros que dependem dos serviços dessas microempresas'', afirmou o presidente do Sincoesp.


