Rio, 17 (AE) - Antônio Lopes deve permanecer como técnico do Vasco, embora não tenha divulgado qual será o seu destino até o fim desta tarde. Ele deve tirar um licença para descansar porque estaria desgastado com o excesso de carga de trabalho. Em maio do ano passado, Lopes sofreu uma operação para implantar uma ponte de safena e teve de ficar cerca de quarenta dias parado.
Desde essa ocasião, Lopes passou a pensar em deixar o cargo de treinador. Ele decidiu permanecer por ter a oportunidade de conquistar o título Mundial de Clubes, mas acabou frustrado em sua intenção. Na sexta-feira, Lopes dava indicações de que deixaria o Vasco.
Hoje, no entanto, o vice-presidente de Futebol, Eurico Miranda
deve ter convencido Lopes a permanecer no clube. O dirigente, que havia manifestado a vontade de manter Lopes na direção do time, reuniu-se com o treinador durante duas horas no início da tarde.
Ao final do encontro, o técnico passou a falar dos possíveis desfalques do time para o jogo de sábado contra o Palmeiras, embora não confirmasse que continuaria no clube. Não está definido se Lopes vai dirigir a equipe nesse jogo, pois ele pode iniciar as suas "férias" essa semana.
Entre os desfalques confirmados para sábado estão Jorginho, Júnior Baiano e Edmundo. Eles não se recuperaram das contusões sofridas durante o Mundial de Clubes. O atacante não foi ao clube hoje, pois está viajando com a família. Outros jogadores podem ser poupados, por causa do desgaste sofrido na competição que acabou na sexta-feira. O atacante Romário reapresentou-se normalmente, assim como os outro titulares.
Negociação - Embora Eurico Miranda afirme que o Vasco não vai negociar jogadores, alguns atletas estão com a saída praticamente confirmada. Segundo a diretoria do Santos, o goleiro Carlos Germano assinou um pré-contrato com o clube. Hoje, o goleiro foi ao clue e ficou fazendo tratamento médico, por causa da contusão que o afastou do Mundial de Clubes. Outro que pode ir para o clube paulista é o atacante Viola, que tem tido contatos frequentes com o presidente do Santos, Marcelo Teixeira.

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