O técnico do Vasco, Antônio Lopes, procura disfarçar. Não divulga a tática para o jogo, evitando que Luiz Felipe Scolari monte alguma armadilha para o Vasco; nega-se veementemente a comentar sobre o esquema de seu adversário, mas sabe que o treinador palmeirense fará de tudo para anular Edmundo. Para neutralizar o esforço do adversário, Lopes não tem apenas um antídoto, mas sim três, e às vezes quatro. No esquema de jogo de Lopes, seu time defende-se com nove ou dez jogadores e sai para o contra-ataque com um dos laterais (Válber ou Felipe) e mais Juninho, Ramon, Evair e o próprio Edmundo. ‘‘Fazemos uma marcação forte e saímos rápido pelas laterais com três ou quatro jogadores’’, afirma Felipe.
Responsável por desatar os nós do meio-de-campo, Juninho também ressalta o contra-ataque vascaíno como uma das armas do time. ‘‘Eles se preocupam com o Edmundo e aí nós podemos nos movimentar com mais tranquilidade.’
O centroavante Evair explica como fazer para fugir dessa marcação, comparando a atual armação do Vasco com a do Palmeiras de sua época. Segundo ele, o Palmeiras tinha tantos jogadores habilidosos quanto o Vasco, hoje. Porém, a diferença é que ele ficava mais fixo na frente, esperando para marcar gols. Hoje, ele serve mais como um pivô, como se fosse um jogador de futsal. Edmundo considera a boa fase de seus companheiros um trunfo para driblar a dura marcação. ‘‘Se eu não puder fazer gols, tem um monte de gente que faz pelo Vasco.’

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