Hoje começam oficialmente os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana. E, mesmo com a hegemonia de Estados Unidos e Cuba que acumulam o maior números de medalhas na competição o Brasil tenta trazer mais vitórias e quebrar mais uma vez o recorde de pódios: desde a primeira edição dos jogos, em 1951, na Argentina, o maior número de medalhas que a equipe nacional trouxe da competição foi em Winnipeg, em 1999, quando conquistou 101 medalhas. E, desta vez, o Brasil compete em 37 modalidades e só não tem representantes no hóquei na grama, patinação de velocidade, pelota basca, raquetebol e softbol.
Para engrossar a lista de conquistas da comitiva brasileira, 12 londrinenses vão representar o Brasil em Santo Domingo e outros dois estarão em Londrina, prontos para embarcar, caso haja necessidade.
Na ginástica rítmica (GR) cinco londrinenses compõem a equipe que disputa o bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos. A técnica Bárbara Laffranchi, juntamente com sua auxiliar-técnica, Camila Ferezin Amarante, lideram suas companheiras da ''terrinha'', as atletas Ana Maria Teixeira Maciel, Thalita Santos Nakadamori e Dayane Camilo da Silva, na tentativa de mais uma conquista inédita para o esporte nacional e local.
Outra promessa de medalha é o londrinense Walassi Aires, de 22 anos. O lutador ficou de fora da luta pelo título do taekwondo em Winnipeg porque perdeu para o cubano Angel Matos, na categoria meio-pesado, e agora tenta voltar para o norte pioneiro paranaense com o ouro. Em 99, a equipe brasileira contestou bastante a decisão que tirou o pé-vermelho das finais. Mais experiente, Walassi manteve o ritmo de treinamentos inclusive com uma breve passagem para aprimoramentos na Espanha e é forte candidato na disputa de pódio na categoria peso-pesado.
No vôlei, o time masculino, que ainda comemora bastante a inédita conquista do tricampeonato mundial, tenta um novo triunfo. Em 99, a equipe levou a medalha de ouro e, o londrinense Gilberto de Godoy, o Giba, vai, mais uma vez, ser uma das armas de Bernardinho para superar as fortes equipes de Cuba e Estados Unidos.
Rogério Romero e a revelação Diogo Yabe são outros dois 'pé-vermelhos' que representam o Brasil em Santo Domingo. Romero, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Cuba, em 1991, tenta repetir a dose e vai ter a companhia do jovem Yabe, que neste ano bateu o recorde sul-americano dos 200 metros medley, marca que já durava 20 anos e pertencia a Ricardo Prado.
No ciclismo, as duas medalhas de bronze conquistadas em Winnipeg são os desafios a serem superados pela equipe que representa o Brasil. Desta vez, o grupo conta com o fôlego de três atletas londrinenses: Luciano Pagliarini, José Luiz Vasconcelos e Rosane Kirch são as esperanças de medalhas na modalidade.
E Londrina não vai estar representando o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo somente na República Dominicana. Ronaldo Bando, 21 anos, e Márcio Suzuki, 25 anos, foram pré-convocados na seletiva para o Pan na equipe brasileira de beisebol. Tiago Costa, de 21 anos, é natural de Tupã (SP) e treina em Londrina e também está no grupo pré-convocado. Eles estão escalados como suplentes e vão permanecer na cidade, prontos para arrumarem as malas em caso de algum corte na seleção.
É bom lembrar que a cidade também têm representantes que estiveram aqui por um tempo e hoje estão em Santo Domingo. É o caso do atacante Dagoberto, do Atlético Paranaense, que começou no PSTC e hoje é um dos principais jogadores do esquema ofensivo da Seleção Brasileira de Futebol. Sebastian Cuattrin, que trouxe de Winnipeg duas medalhas de prata e outras duas de bronze, treinou em Londrina de 1996 a 2001 e tem grandes chances de estar no pódios por mais vezes novamente. Agora é só torcer os dedos e torcer para a comitiva brasileira e, especialmente, para o esporte londrinense.

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