Londrinenses estréiam em GRD e tae kwon-do
Janaina Tupan Frare
De Winnipeg, Canadá
Especial para a Folha
Quatro londrinenses estréiam hoje nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg. Na GRD (Ginástica Rítmica Desportiva), Dayane Camila da Silva, 21 anos, e as irmãs Camila, 22, e Alessandra Ferezin, 23, vão tentar o ouro para o Brasil. No Tae kwon-do, a grande esperança é Wallassi Ollier Aires, 18 anos.
As meninas da GRD estréiam na prova do conjunto. Hoje e amanhã são só etapas classificatórias, diz Vicélia Florenzano, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica e chefe da equipe no Pan.
Na prova de hoje, as atletas precisam apresentar a coreografia com maças, aparelho semelhante a garrafinhas de boliche. Amanhã elas apresentam uma coreografia com fitas e arcos. As finais acontecem domingo.
As principais adversárias das brasileiras são as canadenses e cubanas. Não podemos ficar com frio na barriga. Viemos buscar o ouro, diz Camila confiante. Participei do Pan em Havana e fui 14º lugar. No Pan de Mar del Plata, fomos bronze. Agora é a vez do ouro, diz ela.
Camila ficou afastada da ginástica durante 4 meses, mas por um bom motivo. Logo depois que voltou do Mundial de Sevilha no ano passado, ela engravidou. A irmã de Camila, Alessandra Ferezin também não conseguiu se afastar da ginástica rítmica. Ela começou aos nove anos. Há quatro anos parou para ter seus dois filhos, mas retornou aos treinos em 97.
Apesar de ter muitas coisas em comum com as irmãs Ferezin, Dayane não precisa dividir o seu tempo de atleta com o tempo de mãe. Dayane sempre se destacou competindo na categoria individual, mas nestes Jogos vai disputar na categoria de conjunto. As três cursam o terceiro ano de Educação Física da Unopar, em Londrina.
Wallassi Aires é o brasileiro com mais chances de chegar à final do tae kwon-do em Winnipeg. Aos 18 anos, ele é a revelação da modalidade. Ele começou a lutar aos cinco anos, estimulado pelo pai, Clóvis Aires da Silva, que já praticava o esporte. Wallassi luta hoje na categoria até 80 kg. O seu principal adversário é o mexicano Vitor Estrada. Acho que Wallace chega à final, mas vai ser difícil ganhar do mexicano, diz o técnico Carlos Negrão. O Vítor passou um ano treinando na Coréia, o país da luta marcial.





