Londrinenses desafiam seus limites no Iron Man
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
São 3.800 metros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros correndo. Haja fôlego e determinação para seis londrinenses que, neste domingo, participarão da etapa brasileira do Iron Man, em Florianópolis, Santa Catarina. De acordo com o técnico Diego Duarte, a prova vale vaga para o Mundial do Havaí (EUA) e reúne mais de 1.500 atletas oriundos do Brasil e de mais 34 países. ''Vem muita gente de fora para prestigiar, tanto é que 60% dos atletas são estrangeiros'', justifica.
Após seis meses de preparação, os objetivos dos atletas da equipe formada por Júlio Dinardi, Manoel Inácio Silva Jr, Luis Flávio Inácio, Rafael Carraro e Moacir Yoshida, além do técnico Diego Duarte são variados. Dois treinaram de olho numa vaga no Mundial, outros vão pensando em melhorar o tempo feito no último Iron Man e tem ainda os mais modestos, que pretendem somente terminar a prova.
Rafael Carraro, que obteve fraco desempenho no Iron Man 2008, neste ano vai com a tarefa de melhorar o tempo. ''Também tenho chances de classificação e penso em tentar um pódio também'', aponta. Carraro acredita que realizar o trajeto no máximo em 10 horas é suficiente para garantir a classificação para o Mundial do Havaí. ''Como consegui desenvolver bem os exercícios minha previsão é boa. Agora estou mais preparado'', analisa confiante.
Já Moacir Yoshida, que vai disputar o Iron Man pela quarta vez consecutiva, acredita que a corrida é a etapa mais difícil das três, porque fica no final circuito. ''Você já está bem desgastado, porque passaram no mínimo entre 6 a 7 horas de prova. Iniciar uma maratona depois de tudo isso é sempre mais difícil'', avalia.
Há oito anos praticando, o veterano Yoshida conta que expectatica e nervosismo marcaram sua estréia há quatro anos, mas na ocasião conseguiu terminar a prova. Na participação seguinte, teve que desistir da competição no quilômetro 21 por conta de problemas físicos. Já na terceira vez, Yoshida conseguiu terminar bem e acredita que superou o desafio do fiasco anterior. ''A minha categoria é muito competitiva. São mais de 260 que disputam seis ou sete vagas para o Mundial. Como a dificuldade é grande, seu eu chegar no final já é uma vitoria'', aposta.


