Londrinenses contestam desclassificação
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quarta-feira, 20 de agosto de 2003
Claudio Yuge<br> Reportagem Local 
A equipe Londrina Truck Racing/Delphi/Itapemirim Cargas, comandada pelos pilotos Ernesto 'Gardenal' Pívaro Neto e Leandro Totti, vai recorrer da decisão que anulou o resultado da prova disputada em Londrina, no dia 27 de julho. A comissão organizadora da Fórmula Truck desclassificou os pilotos Djalma Fogaça e Beto Monteiro, da Fogaça Motorsport, e Leandro Totti, por terem usado suposta peça irregular nos motores dos caminhões na última etapa.
De acordo com a comissão técnica da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), os motores desses caminhões que têm basicamente os mesmos componentes, fabricados pela empresa Cummins teriam um coletor de admissão retrabalhado, o que é proibido pelo regulamento. Após a prova de Londrina, os cabeçotes dos motores foram confiscados para avaliação e, na última segunda-feira, a comissão concluiu que os pilotos usaram um componente ilegal e decidiu desclassificá-los.
Gardenal contesta a decisão. ''Essa peça (coletor de admissão) sequer existe nos caminhões de 9 litros, como o meu''. Além disso, ele afirma que o comissário técnico que cuida do caso, Carlos Átila, não teria esperado o laudo da oficial da empresa Cummins sobre a suposta irregularidade. ''Ele nem esperou a especificação da empresa para tomar a decisão. Como posso ser desclassificado por uma peça que não existe e sem o relatório da Cummins?''
Indignados com a decisão, Totti, atual piloto da Londrina Truck Racing, e Gardenal também estão preocupados com a imagem da equipe. ''Essa foi a segunda corrida de Totti, sua estréia em Londrina. Ele fez uma ótima prova e terminou em quinto lugar. Mas com essa decisão, muitas pessoas vão pensar que ganhamos porque roubamos. E quem é que vai nos pagar esses danos morais'', questionou novamente Gardenal. Ele evita falar sobre uma suposta 'armação' para favorecer outros pilotos, mas faz questão de frisar que é uma decisão ''estranha e absurda''.
O comissário técnico da CBA, Carlos Átila, confirma que a desclassificação dos pilotos foi tomada antes do laudo oficial da Cummins. De acordo com Átila, a própria comissão técnica da CBA avaliou os cabeçotes de motores apreendidos para agilizar o processo. ''Fizemos uma avaliação de acordo com o manual do motor emitido pela Cummins, com todas as especificações, inclusive de acordo com fotos das peças'', explicou.
A equipe londrinense vai enviar a documentação para recorrer da sentença amanhã e os outros pilotos desclassificados já enviaram seus relatórios de defesa para o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva da CBA. A data do julgamento ainda não foi divulgada.


