Londrinenses comemoram feito inédito
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Há dois meses, as vidas de Gabrielle Moraes e Isadora Silva mudaram completamente. Destaques da equipe juvenil da Unopar Londrina, a dupla foi convocada pela técnica Camila Ferezin para defender a seleção brasileira permanente de Ginástica Rítmica (GR) de conjunto, realizando, assim, um sonho de criança.
De Londrina, elas mudaram para Aracaju (SE), onde está sediada a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e o centro de treinamentos da seleção. Não bastasse a distância da família, elas se depararam também com uma rotina de treinos muito mais intensa e uma pressão enorme por resultados, num ciclo que começa com a meta de voltar aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.
Nada disso, no entanto, foi obstáculo para fazê-las desistir. "Foi difícil, uma rotina de treinos muito forte, ficar longe da família, mas deu tudo certo. Valeu, e muito, o sacrifício", disse Gabrielle Moraes.
Na seleção, elas reencontraram outras duas companheiras bem conhecidas, Débora Falda e Beatriz Pomini, que também são formadas na equipe londrinense. "Fiquei muito tempo com a Bia (Beatriz Pomini) e ela me ajudou muito. Não só ela como toda a equipe", comentou Gabrielle, citando a técnica Camila Ferezin e a coreógrafa Bruna Rosa, que também são de Londrina.
No meio de tanta gente que já se conhece ficou fácil se entrosar. E graças ao entrosamento, o time já pôde comemorar um feito inédito para a GR brasileira: a conquista de uma medalha de bronze na etapa da Copa do Mundo de Minsk, na Bielorrússia, realizada nos dias 18 e 19 deste mês. "Em tão pouco tempo, conseguir tudo isso tem sido muito bom. A gente foi para lá pensando num sexto lugar e voltar com uma medalha é demais", destacou a jovem ginasta.
Para a técnica Camila Ferezin, o bronze nunca antes conquistado mostra que o trabalho está no caminho certo. "Foi muito positivo, até porque a gente não participou das Olimpíadas de Londres e precisava de um resultado como esse para valorizar o trabalho e conseguir mais investimentos para a ginástica rítmica brasileira. A gente precisa desse apoio para participar de mais etapas da Copa do Mundo e chegar ao Mundial da Ucrânia mais experiente", frisou a treinadora, que assumiu a seleção em 2011.
A primeira medalha brasileira em uma etapa da Copa do Mundo foi obtida na série com três bolas e duas fitas. O Brasil ainda ficou com o quinto lugar na série com cinco pares de maças. "Para a gente é o começo de um sonho que a gente quer que termine com a participação nas Olimpíadas do Rio. Temos um time muito bom, de potencial, e temos muito a melhorar ainda. Estamos no caminho certo", reforçou a cambeense Débora Falda, que está no time nacional há dois anos.
O grupo da seleção fica em Londrina até o próximo final de semana, quando embarca de volta a Aracaju. A partir da próxima semana, os treinos recomeçam com foco na próxima e última etapa da Copa do Mundo de GR, em São Petersburgo, na Rússia, em agosto, que servirá de preparação para o Campeonato Mundial, em Kiev, na Ucrânia, no mesmo mês.


