O novo time do Colégio Londrinense/FEL, que disputará a partir de 15 de março o Campeonato Paranaense de Futsal da Chave Ouro, mostrará a sua cara nesta sexta-feira, em Assaí (36 km a leste de Londrina), quando estreará na Copa Tóquio Esportes de Futsal, torneio organizado pelo Assaí Futsal que servirá de preparação das equipes para o Paranaense. A competição reunirá times que jogarão a Chave Ouro (Londrinense, São Lucas/Paranavaí, Foz e Maringá), Prata (Assaí e Siqueira Campos) e Bronze (Cambé), além de um time de Cornélio Procópio.
Em Assaí, o Londrinense disputará pelo menos três jogos, mas o técnico Humberto Maccagnan Júnior já antecipa que o time não estará ainda em ritmo de competição. ''Começamos o trabalho há menos de três semanas (a apresentação foi no dia 7) e nesta fase inicial estamos priorizando os testes e o trabalho de preparação física para que os atletas aguentem uma temporada inteira. Por isso, a parte de quadra está recém iniciando. Não temos pressa'', afirmou o técnico, que sequer começou os coletivos para simular situação de jogo. Pelo mesmo motivo, também ainda não tem uma equipe base para o torneio.
Na semana passada e nesta estão sendo enfocados os treinos táticos e técnico-físicos, com ênfase em passes, definição de posicionamento, ataque contra defesa e ensaio de jogadas. ''Nosso objetivo nesta fase inicial é garantir uma base sólida de preparação para não termos atletas que venham a deixar a equipe no meio do campeonato ou não render o que esperamos'', explicou Maccagnan.
Velocidade
A média de idade do grupo é de 21 anos e o pensamento da comissão técnica foi formar uma equipe ''rápida, jovem, mas com alguns atletas experientes'', acrescentou o técnico. Os ''experientes'' a que ele se refere são o ala Rodrigo Point e o fixo Rodrigo que já disputaram Liga Nacional, respectivamente, por Londrina (em 2003) e por Santa Fé (SP), além do pivô Diego Paulista, que jogou a Ouro pelo Paranavaí em 2007.
Dos dez novatos do grupo, os que mais estranharam a carga de treinos físicos foram os três que vieram do Pará, uma vez que lá treinavam apenas duas horas por dia e no final da tarde. No Londrinense, os treinos são em dois períodos e a parte física tem muita musculação e corrida.
O goleiro Beto e o ala Alexandre, ambos de 21 anos, e o ala Anderson Tapioca, 25, vieram do Esmac, de Belém, com o qual foram vice-campeões paraenses. Eles relataram que mal estão tendo tempo de sair aos finais de semana para conhecer a cidade. ''Aqui é tão rigoroso que chega à noite a gente está morto. E quando chega sábado e domingo ficamos mais quietos para descansar e recobrar as energias para a semana seguinte'', relatou Alexandre.
Tapioca comenta que outra grande diferença do futsal que jogavam em relação ao paranaense é que ''aqui a parte tática é muito exigida''. ''Tem que cumprir o que foi proposto e não segurar a bola. Falam que é para a gente dar um toque só. Lá no Norte tínhamos liberdade para carregar a bola e partir mais para a individualidade'', comparou.

mockup