“É possível trazer esta medalha para nosso País. Estou bem focado e preparado para isso”
“É possível trazer esta medalha para nosso País. Estou bem focado e preparado para isso” | Foto: Wagner Carmo/ CBAt

O atleta Alexsandro Melo, do salto triplo, embarcou neste fim de semana para Lima, no Peru, onde vai disputar os Jogos Pan-americanos. Ele esteve em Londrina para ver a família antes de entrar na fase final de preparação para o Pan. “Vai ser a minha segunda participação. Estou muito feliz com os resultados que alcancei nesse ano”, declarou à Folha.

Em abril deste ano, “Bolt”, como é conhecido entre os colegas devido à sua velocidade, saltou a marca de 17,31 metros no GP Sul-Americano de Cochabamba, na Bolívia, seu recorde pessoal. Na época foi o segundo melhor resultado do Ranking Mundial da IAAF de 2019, atrás apenas do americano Omar Craddock, 17,68 metros. Mas a velocidade em que novas marcas são obtidas em um ano antes dos Jogos Olímpicos é alta. A marca do brasileiro caiu para a décima posição do ranking mundial neste ano. Atualmente a melhor marca deste ano é de Will Claye, 18,14 metros.

Bolt também obteve no mês passado uma marca que o coloca com um pé em Tóquio. Ele venceu o meeting Pro Athlé Tour, em Sotteville les Rouen, na França, e superou o índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 com um salto de 17,20 metros (2,0 m/s), seis centímetros a mais do que a marca mínima necessária para classificar para a Olimpíada.

Sobre a disputa em Lima, ele está confiante em uma boa exibição, embora aponte que terá concorrentes de peso. “A prova do salto triplo vai ser bem forte, com os norte-americanos (Will Claye, Christian Taylor e Omar Craddock) na briga e mais dois cubanos vindo forte (Andy Diáz e Cristian Nápoles), além de mim e do Almir Júnior, do Brasil. Vai ser muito boa esta competição”, declara.

“É possível trazer esta medalha para nosso País. Estou bem focado e preparado para isso”, destaca.

Bolt deu os primeiros passos na equipe Londrina/IPEC, onde optou pela carreira de velocista no início, mas depois trocou para os saltos. Ele treinava com a técnica Silvana Vieira. Seu também treinador na época, Fernando Donatan, o apelidou de Bolt devido à velocidade e características físicas do londrinense.

Alexsandro trocou Londrina por São Paulo em 2014, para ser treinado por Neílton Moura, em São Caetano do Sul, contudo a equipe encerrou as atividades em 2018. Isso o fez mudar seu local de treinos para o Estádio da Ponte Grande, em Guarulhos, na Universidade de Guarulhos, local em que estuda Educação Física. O local possui boas vibrações na modalidade. É o mesmo local em que João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, treinou quando atleta.

Bolt começou no esporte como a maioria dos brasileiros, jogando futebol. Ele foi goleiro de futsal até os 12 anos, mas decidiu ingressar no atletismo depois de ver Maurren Maggi conquistar a medalha de ouro na prova do salto em distância nas Olimpíadas de Pequim, em 2008.

Caso mantenha os bons resultados, os brasileiros podem projetar um bom desempenho do atleta em Lima, neste ano, e em solo nipônico, no ano que vem.

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