Londrinense pretende mudar futebol nacional
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sábado, 17 de outubro de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Laércio Guandeline, 56 anos. Um apaixonado como quase todos os brasileiros, pelo esporte que move multidões e foi isso que o fez dedicar três anos de sua vida para confeccionar um estudo no qual está, segundo ele, a revolução do futebol brasileiro e a salvação financeira para os pequenos clubes.
Chefe da Divisão de Orçamentos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde trabalha há 36 anos, ele elaborou um plano que muda o calendário futebolístico no País e dá a chance aos clubes nanicos, de interior, de ter calendário e renda o ano todo.
Pela fórmula de Laércio, seriam mantidas as quatro séries do Campeonato Brasileiro. No entanto, elas seriam diretamente ligadas, com jogos entre times de todas as séries. A A-1 seria atual Série A. A A-2 corresponderia à B. A B-1 seria a C e a B-2 a D. As quatro séries teriam 20 times cada.
Um time da A-1, jogaria com dois de cada uma das outras séries, além dos confrontos com os outros 19 times da sua divisão. Assim, o Londrina, por exemplo, poderia receber o São Paulo, ou o Corinthians e garantir um renda para se manter. Os pontos conquistados seriam acumulados dentro da série de cada um, justificou. Assim, o rebaixamento não teria tão sentido, completou.
A proposta ainda prevê os títulos dos turnos como forma de incentivo e a manutenção do sistema de classificação para séries seguintes e outros torneios, como a Libertadores, e o descenso. Cada time faria 50 jogos na temporada, boa parte deles com transmissão de tevê.
Ele ainda sugeriu a venda de kits de ingressos através do site da CBF. O dinheiro seria repassado pela entidade em 12 parcelas sem a possibilidade de antecipação. Assim o clube teria renda o ano inteiro, apontou Laércio, que quer entregar o plano para o diretor técnico da CBF, Virgílio Elísio.


