Fábio César Montezine, 31 anos, londrinense. Ele está há cinco anos no futebol do Catar. Conquistou a simpatia dos torcedores, dos sheiks, a camisa 11 da seleção nacional e, agora, tenta conquistar a Ásia. O meia-atacante revelado pelo São Paulo está entre os 15 finalistas no prêmio de jogador do ano da Confederação Asiática de Futebol (AFC).
Montezine foi um dos grandes responsáveis por tirar o Al-Rayyan, time do técnico Paulo Autuori e do atacante Afonso Alves, da fila de seis anos sem conquistas nacionais, ao ser decisivo na campanha que culminou no título da Copa do Emir, em maio. Ele ainda foi o destaque da seleção catariana nas eliminatórias para a Copa da África do Sul e, por pouco, não conseguiu colocar o time nacional pela primeira vez em um mundial. Mesmo fora da Copa, ele continuou defendendo a seleção e marcando gols. O último deles foi no mês passado, no empate em 1 a 1 com Omã.
O prêmio será entregue na festa CAF Awards, que será realizada no Hotel Sunway, um dos mais luxuosos resorts do mundo, situado em Kuala Lampur, capital da Malásia, no próximo dia 24.
A concorrência do brasileiro naturalizado catariano é dura. A lista de 15 jogadores finalistas inclui estrelas asiáticas que disputaram e se destacaram na Copa da África, como o japonês Keisuke Honda, do CSKA Moscou, o capitão da Coreia do Sul e jogador do Manchester United, Park Ji-sung, além do australiano Tim Cahill.
Honda e Park foram fundamentais para o avanço de suas seleções no Mundial, enquanto Cahill também foi muito bem, apesar da eliminação precoce da Austrália.
É a segunda vez que Montezine é indicado ao prêmio. Em 2008, entretanto, ele ficou entre os 30 melhores. Este ano, já está entre os 15 e tem como meta ser um dos cinco primeiros.
Ele acredita que os rivais que foram à Copa levam vantagem na disputa, assim como os que estão nas finais da Liga dos Campeões da Ásia. ''Pela temporada que fiz, poderia ter ido um pouco melhor. Acho que teria mais chances se o Al Rayyan tivesse avançado às semifinais da Liga da Ásia. Não vai ser fácil'', disse, por telefone, à FOLHA. ''Tem muitos jogadores que disputaram o mundial, com bom nome. Vai ser concorrido. Os coreanos e japoneses levam vantagem''.
A FOLHA visitou o jogador em Doha, na semana em que conquistou a Copa do Emir, em maio, e pôde ver de perto a adoração dos catarianos por ele. Montezine era capa dos principais jornais do pequeno país do Oriente Médio com status de rei.
Os candidatos ao prêmio foram escolhidos baseados na somatória de pontos da comissão avaliadora da AFC. Nas próximas semanas, será divulgada a lista dos cinco finalistas. Um dos critérios fundamentais para ganhar o prêmio, além do desempenho na temporada, é a confirmação do comparecimento na festa de premiação.

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