Londrinense mantém greve de fome
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terça-feira, 17 de junho de 1997
Ed Carlos Rocha Curitiba 
Já bastante debilitado fisicamente, o londrinense Rogério Augusto Berti Páglia (a Folha conseguiu ontem o nome do rapaz através de contato com sua família, em Londrina), de 27 anos, e que há cinco dias está fazendo greve de fome em frente à sede administrativa do Atlético Paranaense, se recusou ontem a ir a um hospital para fazer uma avaliação sobre seu estado de saúde. Médicos do Atlético tentaram convencê-lo sobre os riscos que corre caso não aceite ajuda médica, mas o grevista se recusou.
O médico Henrique Alexandre de Carvalho afirmou que é difícil fazer uma avaliação precisa sobre as condições de saúde do londrinense porque ele não deixa nem chegar perto. Em todo o caso, o médico diz que por estar cinco dias sem comer, o estado do rapaz inspira cuidados.
Os sinais de fraqueza já são evidentes. Ontem ele reclamava de dores do estômago e já não conseguia mais ficar em pé. Além disso, estava com sangramento no nariz, o que pode ser um sinal de fraqueza. Rogério diz que só irão examiná-lo depois que ele perder a consciência.
O grevista, que é torcedor do Londrina, afirma que nem mesmo a possível permanência do Atlético no Campeonato Brasileiro vai fazer parar com a greve. A greve só acaba depois que for iniciada uma CPI para apurar falcatruas no futebol brasileiro, em especial na CBF, disse.


