Londrinense luta agora por vaga na Olímpiada de Sidney
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terça-feira, 26 de janeiro de 1999
Alberto Macedo 
- Meu maior sonho é participar da próxima Olimpíada.
Esta é a meta do londrinense Walassi Ollier Aires, 17 anos, 1,78m e 75 quilos, que no último domingo venceu, na arena montada na Praia de Copacabana, no Rio, a seletiva para os Jogos Pan-Americanos de Tae Kwon-Do, que será disputado de 23 de julho a 8 de agosto, em Winnipeg, no Canadá.
Apesar de corintiano, Walassi só tem olhos para o tae kwon-do - nunca se interessou por outro esporte. Comecei a praticar esta modalidade quando tinha cinco anos de idade, através do meu pai que é professor e mestre. Ele me levou para uma academia e não quis saber de outra coisa, conta. O que mais me chamou a atenção foi a beleza dos movimentos, a técnica, a agilidade e os golpes que são muitos bonitos.
Para Walassi, que realiza seis refeições e treina três horas todos os dias (incluindo sábado e domingo), a motivação cresceu ainda mais porque o tae kwon-do passou a ser um esporte olímpico. Isto nos dá um ânimo maior ainda nos preparativos e nas competições. Qual atleta não sonha em participar de uma Olímpiada?, diz ele. A próxima será no ano 2000, em Sidney, na Austrália.
O atleta sabe que o caminho até Sidney não será dos mais fáceis, mas confiança é o que não falta ao londrinense. A minha vitória no último domingo sobre o Sérgio Alberto, que tem 28 anos e é o melhor lutador do Brasil na categoria (até 78 quilos), mostra que estamos evoluindo, diz ele. A meta no Pan-Americano é o título, uma vez que ele ficou foi vice-campeão na competição anterior, no ano passado, disputada em Lima, no Peru.
A vaga para a Olimpíada será decidida no Mundial deste ano, em Alberta, no Canadá. Haverá uma seletiva no Brasil entre os quatro melhores ranqueados (hoje são o próprio Walassi, Sérgio Alberto, um atleta de Pernambuco e outro de Brasília), e o melhor irá para o Mundial, observa o londrinense. Mas isso não significará vaga para Sidney. Só estará garantido quem for o campeão mundial ou ganhar, no mínimo, uma medalha no Canadá, ele observa.
Esporte que tem como berço a Coréia e bastante difundido em países como os Estados Unidos, Alemanha, Cuba e México, o tae kwon-do virou uma febre no Brasil, graças à divulgação que passou a ter nos últimos anos e a sua inclusão na Olimpíada. Mas, mesmo assim, são poucos os que conseguem destaque. Aqui em Londrina mesmo tem muita gente boa, que consegue passar por seletivas difíceis, mas não tem verba para viajar para o exterior, onde se aprende muito e se ganha experiência, diz Walassi. Eu sempre tive o apoio do Sercomtel e, por isso, tenho a tranquilidade para treinar e competir.


