O Cruzeiro encantou o Brasil nos últimos dois anos com um futebol envolvente, ofensivo, veloz e de muitos gols. O técnico Marcelo de Oliveira só conseguiu implantar esse sistema de jogo vencedor e de encher os olhos porque a preparação física alviceleste é uma das melhores do país graças a um londrinense de coração: o preparador físico Juvenilson de Souza.
Nascido em Cruzeiro do Oeste, no Noroeste do Paraná, ele fincou residência em Londrina há muitos anos. Foi aqui que começou a carreira, também, nas modalidades de quadra. Passou pelas equipes de futsal, handebol e basquete, até chegar à base do Londrina. Depois, foram seis anos no Atlético Paranaense, um nos Emirados Árabes, voltou ao Atlético, passou meses no Operário e foi contratado pelo Paraná Clube em 2010. Lá, conheceu Marcelo Oliveira e os outros dois fieis escudeiros do comandante celeste: Cleocir Marcos dos Santos, o Tico, e o ex-zagueiro Ageu.
O quarteto não se separou mais desde então. De lá, seguiram para o Coritiba, onde foram duas vezes finalistas da Copa do Brasil. Depois passaram pelo Vasco até chegarem ao Cruzeiro. "Hoje são muitas as variáveis que você precisa controlar no trabalho no futebol e uma boa equipe é fundamental para isso. São todas pessoas capazes de desenvolver sua função, com experiência e que dão muito auxílio ao Marcelo e o municiam de todas as informações para que tome as decisões com mais segurança", afirmou Juveilson, em entrevista à FOLHA.
O preparador físico é só elogios para o treinador cruzeirense, a quem apontou como grande diferencial nestas conquistas. "Um dos pontos importantes é a simplicidade do nosso comandante e o trabalho em equipe. O Marcelo ouve muito as pessoas que estão em seu lado. Eu, que sou responsável pela preparação física, o Tico, que é o primeiro assistente técnico, o Ageu, que é o segundo e mais os outros membros da comissão técnica. O Marcelo é um técnico que tem sempre muito critério nas suas decisões, muito leal, que proporciona um ambiente de trabalho prazeroso, levanta a autoestima do atleta. É um bom ambiente, somado a atletas de boa qualidade e o trabalho intenso. É a soma de tudo para dar o resultado final, que é o que a gente tem conseguido ao longo desses dois anos", resumiu.

PAPEL-CHAVE

Apesar dos elogios ao treinador, ele sabe que sua missão dentro do clube tem papel-chave. "Considerando que a performance de um atleta está guiada nos aspectos técnico, tático, físicos e emocionais, claro que a preparação física tem uma importância muito grande. No aspecto de ter um bom rendimento e suportar, além dos 90 minutos, um calendário bastante estressante como é o brasileiro, com quantidade de jogos grandes e em sequência. Outro aspecto é você trabalhar na prevenção e nesse sentido o trabalho foi bastante substancial e importante porque tivemos um número de lesões na temporada considerado baixo. Pegando isso, temos um parcela importante de participação", reconheceu.
Para 2015, o quarteto segue junto no Cruzeiro e já definiu qual o grande sonho de consumo: a Taça Libertadores da América. "A Libertadores é o nosso grande objetivo. A gente vai fazer a melhor preparação, estudar o melhor possível, para que a gente possa fazer uma pré-temporada muito boa, que nos dê o alicerce para a gente fazer bons jogos e consequentemente chegar à final da Libertadores que é o nosso grande objetivo", concluiu.
O outro londrinense da equipe é o volante Henrique. Revelado pelo Tubarão, ele sofreu uma lesão no ligamento colateral medial do joelho direito ainda no primeiro tempo do segundo jogo da final da Copa do Brasil, vencida pelo Atlético-MG, na última quarta-feira. O contrato dele se encerra no mês que vem e ainda negocia renovação de seu vínculo para permanecer em Belo Horizonte. Ele está na sua segunda passagem pelo time celeste, onde foi bicampeão brasileiro.

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