Desde 2002 na Itália, o londrinense Márcio Forte é um dos jogadores mais respeitados do futsal daquele país. Defendendo grandes clubes da Bota, o fixo/ala naturalizado italiano já ganhou a Copa da Itália, o Campeonato Italiano e alcançou o auge em 2011, quando sagrou-se campeão da Futsal Cup, a Liga dos Campeões do futsal, com o Montesilvano e foi indicado para concorrer ao prêmio de melhor jogador do mundo.
Mas para quem pensa que ele está satisfeito, se engana. Aos 36 anos e em plena forma, Forte continua com fome de títulos. A meta da próxima temporada já está traçada. Capitão do Real Rieti, time que conquistou cinco acessos seguidos, o londrinense terá como missão liderar a equipe que vai tentar ir aos play-offs pela primeira vez em sua história. "A promessa que temos do presidente é montar um time para tentarmos ir ao play-off (oito melhores do campeonato). O time vive um bom momento, está ganhando torcedores e será uma temporada muito importante", comentou o jogador.
Forte chegou ao Real Rieti com a temporada já em andamento, depois de um desentendimento com a diretoria do Lazio. E por muito pouco já não conseguiu dar ao time a tão sonhada vaga nos play-offs. A chegada do londrinense e de outros reforços mudou o papel do Rieti, que deixou a luta contra o descenso para brigar por uma vaga na segunda fase. "Quando cheguei, o time tinha só três pontos e estava numa situação bem delicada. Chegaram mais quatro jogadores, as coisas engrenaram e por apenas dois pontos não entramos nos play-offs", relembrou o ala. O Rieti terminou a primeira fase com 33 pontos, apenas dois a menos que o oitavo colocado.
Se no seu clube ele terá papel fundamental, na seleção italiana, não será diferente. O técnico Roberto Menichelli avisou que Forte continua sendo indispensável, o que fez o capitão adiar a ideia de se aposentar da Azzurra das quadras. "A gente conversou depois do Mundial e ele me pediu para esperar. Disse que enquanto não conseguir um jogador para me substituir, me quer como braço-direito dele", afirmou o jogador, que defende a seleção desde 2003.
Já a possibilidade de voltar ao Brasil também está descartada. O projeto do fixo/ala é jogar mais duas ou até três temporadas e depois continuar na Itália para trabalhar como dirigente ou treinador. "Enquanto ver que consigo jogar em alto nível, vou continuar. Penso em mais dois, três anos e depois ficar por lá. Já pintaram algumas coisas para trabalhar como auxiliar. O Montesilvano também já abriu as portas, mas vamos aguardar", encerrou.
O jogador passa férias em Londrina com a família e no final do mês embarca para o Kuwait, onde vai jogar o tradicional Torneio Internacional com várias estrelas do futsal mundial. A reapresentação no Real Rieti está marcada para o início de agosto.

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