A temporada 2013/2014 vai ficar marcada para sempre na carreira da londrinense Elisângela. Além de cumprir com os objetivos estabelecidos pela sua nova equipe, o Brasília (DF), a oposto que estreou na competição em 97/98, jogando pelo Marco XX/Estrela, de Divinópolis (MG), colocou seu nome definitivamente na história do voleibol nacional ao atingir a marca de 4 mil pontos marcados e se tornar a maior pontuadora na história do campeonato.
"Depois de tantos anos no voleibol ser reconhecida por atingir uma marca tão expressiva, de recordista da Superliga, tanto no feminino como no masculino, foi maravilhoso. Fui homenageada pela CBV, pelo Brasília Vôlei, também por vários meios de comunicação, fiquei muito feliz por tudo isso. É um fato marcante", relembrou a jogadora, de 35 anos.
Elisângela chegou ao Brasília em julho do ano passado para ser uma das líderes do recém-criado time da capital federal, ao lado da ponteira Paula Pequeno e da central Érika, outras duas jogadoras com passagens pela seleção brasileira. Em seu primeiro ano, o objetivo da equipe era conseguir um lugar entre os oito que foram à segunda fase, cumprido com a classificação no oitavo posto. Para a próxima edição, a meta, segundo Elisângela, é ir um pouco mais além.
"Para a próxima temporada, com certeza vai melhorar. Vai ser mantida uma base, o time será reforçado, e a gente vem para brigar por uma semifinal e chegar às finais", projetou a oposta, que passa em férias em Londrina até junho.
No Brasília, a londrinense voltou a trabalhar com duas grandes amigas do vôlei, as ex-jogadoras Leila e Ricarda Lima, que encabeçam o novo projeto. Para Elisângela, a presença da dupla tem sido fundamental para o crescimento do time. "Isso acabou facilitando tudo num time novo e tornou o ambiente muito gostoso. Ter as duas à frente do projeto é gratificante, são minhas amigas pessoais, da ‘galera da antiga’, duas pessoas que tenho maior carinho e tive sorte de tê-las como patroas", destacou.
O projeto de Elisângela é permanecer ao menos mais uma temporada no clube brasiliense e depois reencontrar outro velho conhecido antes de se aposentar. "Foi um plano que fiz de aposentadoria, combinei com essa pessoa. Lógico que tem o Bernardo, que foi meu formador, sou muito agradecida por ele me ajudar a direcionar minha carreira, mas o Luizomar (de Moura, atual técnico do Osasco-SP) virou meu amigo particular, me ajudou muito no momento que mais precisei, quando voltei da Itália, e tenho esse plano de encerrar minha carreira com ele", revelou a jogadora, que pretende atuar por "pelo menos mais dois ou três anos". "Com a experiência que tive esse ano, veio a certeza de que dá para jogar mais alguns anos, e enquanto estiver feliz, motivada e competitiva, vou continuar", garantiu.

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