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Chave de ouro -

Londrinense é premiado por trajetória no tênis universitário dos EUA

Marcelo Tebet ganhou dois renomados prêmios americanos e agora será treinador em universidade da Flórida

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha

O londrinense Marcelo Tebet fechou com chave de ouro a sua trajetória no tênis universitário dos Estados Unidos ao receber de uma só vez dois importantes prêmios ligados ao esporte e à liderança.


Os bons resultados conquistados nos últimos três anos pela FGCU (Florida Gulf Coast University), de Fort Myers, na Flórida, garantiram ao londrinense agora em 2020 o Prêmio Asrhur Ashe de Liderança e Esportes (Arthur Ashe Courage Award) e também o Prêmio Rafael Osuna de Esportes, ambos oferecidos pela ITA (Associação de Tênis Universitário).



Londrinense é premiado por trajetória no tênis universitário dos EUA
Julia Bonavita/Divulgação
 




A ITA realiza mais de 85 competições por ano em todo o país e agrega mais de oito mil estudantes/atletas de várias regiões dos EUA. “Estou muito feliz e honrado com estas duas conquistas porque são dois prêmios muito renomados aqui nos Estados Unidos. Estes prêmios de liderança são muito reconhecidos aqui e têm um grande valor pessoal e profissional para mim”, afirmou Tebet, de 24 anos.  


A escolha dos vencedores contou com votos dos treinadores do circuito universitário, e Marcelo Tebet venceu pela regional Sul/Sudeste. Arthur Ashe conquistou 35 torneios ao longo da carreira e foi o primeiro tenista negro a vencer o Grand Slam de Wimbledon, em Londres. O prêmio que leva o seu nome foi instituído em 1982 e é um reconhecimento à coragem de uma personalidade, seja ela esportiva ou não.


Já Rafael Osuna foi um tenista mexicano e chegou a ser número um do mundo. Teve muito sucesso também no tênis universitário americano. Morreu em um trágico acidente de avião em 1969.


FEITO INÉDITO

Foi a primeira vez que um integrante da FGCU venceu os dois prêmios. "Estou muito orgulhoso do Marcelo ter sido reconhecido por esses prêmios de prestígio", comentou o técnico do londrinense, CJ Weber, em publicação no site da universidade. "Arthur Ashe e Rafael Osuna foram alguns dos jogadores mais elegantes do esporte e Marcelo é quase um clone de seu comportamento e caráter. Marcelo é um líder nato, com as melhores intenções em seu coração, e seu espírito esportivo também se destaca entre os jogadores”.


Marcelo Tebet chegou aos Estados Unidos no início de 2018 e ganhou vários torneios de simples e duplas, que foram importantes para que a universidade vencesse a Conferência Sul/Sudeste em 2019, quando foi escolhido também o MVP (jogador mais valioso) da temporada. “A minha trajetória foi muito bacana aqui porque recebi alguns prêmios individuais, prêmios acadêmicos, convite para palestras e agora para terminar com chave de ouro estes dois prêmios”, ressaltou.


A pandemia do coronavírus também atingiu o circuito universitário e a temporada foi encerrada ainda em março, em razão da suspensão de várias partidas. Tebet revelou que também foi muito complicado finalizar o último semestre de aulas e lamentou ter que se aposentar das quadras universitárias mais cedo do que esperava. “Mas os prêmios me permitiram fechar a trajetória em alta”. Tebet teve mais de 60 vitórias nas três temporadas nos EUA.


FUTURO

Os resultados e conquistas em solo americano renderam ao londrinense um convite para ser treinador assistente na própria FGCU pelos próximos dois anos. Tebet também já tem traçado o futuro além do tênis. Fará MBA em finanças com foco em liderança a partir de janeiro de 2021.




“Ainda não sei se vou seguir no tênis. Vou trabalhar com o time e seguir na faculdade e o objetivo depois é trabalhar na área de finanças. A ideia é seguir carreira aqui nos Estados Unidos, seja nas quadras ou fora delas”, disse Tebet Filho, cujo pai, Marcelo Tebet, é treinador de tênis em Londrina. 

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