Londrinense deixa de montar em boi e volta ao cross
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quinta-feira, 17 de setembro de 1998
Da Redação 
Depois de quatro anos afastado das competições, o piloto londrinense Gerson Matesco (Transportadora Falcão/Malanca Sound Center/Carga Pesada/Chulim Motos/Auto Mecânica Matesco), de 27 anos, está de volta às pistas e participa neste final de semana, em Cascavel, da oitava etapa do Campeonato Paranaense de Motocross. Parei porque não tinha patrocínio e não adianta nada você correr com uma moto antiga contra as mais recentes novidades do mercado, conta o piloto.
O retorno de Matesco aconteceu no último domingo, no Castelo Eldorado, quando dominou 90% da prova da categoria Intermediária e foi ultrapassado no final pelo apucaranense Wilson Rossati Jr. Como estava muito tempo parado não tive preparo físico para segurá-lo. Caso contrário, daria para vencer, assinala Matesco, que no período que esteve parado, durante dois anos e meio ficou montando em boi em rodeio profissional. Que diferença, hein?, disse.
Matesco iniciou a carreira em 91, aos 21 anos, época em que corriam feras como Paraguaio, Paraibinha, Moronguinho, entre outros. Hoje, ele vê as dificuldades que os pilotos encontram para competir. Quando vejo o caso do Chumbinho, que tem toda uma infra-estrutura por trás, dá para saber porque ele é um campeão. A gente luta com muito sacrifício e quando consegue um patrocínio é em torno de R$ 50,00, que dá para pagar apenas o combustível nas viagens. Se apenas uma empresa patrocinasse um atleta tenho certeza que os resultados viriam em pouco tempo.


