Diretorias de Colégio Londrinense e São Paulo se reúnem hoje na capital paulista pela primeira vez após a eliminação da equipe na Liga Futsal. O encontro servirá para que os dirigentes londrinenses apresentem aos parceiros todos os relatórios referentes à participação no torneio nacional, incluindo balanço financeiro e o retorno de mídia da primeira temporada do Colégio Londrinense/São Paulo. O encontro está agendado para o final da tarde, no estádio do Morumbi.
Segundo a diretoria londrinense, o Tricolor Paulista mostrou-se satisfeito com o primeiro ano da parceria e já manifestou interesse em renovar o vínculo. A continuidade, no entanto, ainda não está garantida. Apesar de ter alcançado seus objetivos em quadra e não ter acumulado dívidas, a equipe quer melhores condições para manter o time em Londrina. "Tivemos um ano complicado, tinha um patrocinador acertado que não deu certo. A Sercomtel ficou no meio do caminho e teve ainda o incêndio na casa dos atletas", citou o diretor de esportes do Colégio Londrinense, Júlio Brevilheri.
Em meio às várias trocas de presidentes que a telefônica londrinense teve nos últimos meses, a empresa decidiu cortar o repasse da verba de patrocínio em agosto, quatro meses antes do fim do contrato - fez o mesmo com outras modalidades. No inicio da semana passada, foi a vez da Prefeitura anunciar corte de 25% no convênio do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos).
Por conta disso, o diretor está receoso em renovar o contrato antes das próximas eleições para prefeito, em outubro. O medo é de que a situação se repita na próxima temporada. "A questão política acaba influenciando bastante e a gente não sabe o que pode acontecer", comenta. Na reunião desta tarde, na capital paulista, Brevilheri pretende explicar a situação e pedir a compreensão dos dirigentes paulistas.
A boa campanha em quadra rendeu bons frutos também fora dela. "O nosso retorno de mídia praticamente quadruplicou em relação a 2011. Tivemos oito jogos transmitidos pela TV (contando Liga Futsal e Liga Paulista), a terceira equipe em número de jogos transmitidos, atrás apenas do Orlândia e Corinthians", observa Brevilheri.
O único fator que, segundo ele, deixou a desejar, foi a baixa presença de torcida nos jogos em casa. A média de público nos 12 compromissos pela Liga Futsal no Moringão foi de apenas 700 pessoas. "A gente esperava mais público", admite o dirigente, que não viu falhas de divulgação. "Não sei se o futsal é a modalidade que o londrinense gosta".

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