O jovem Helder Correa Alves, 19 anos, é um dos talentos garimpados em Londrina nos pólos do Projeto Futuro do atletismo e que pode ser um dos orgulhos da cidade na Olimpíada de Pequim, em agosto. Sim, ele é um dos nascidos em Londrina que tem chances de ir aos Jogos na China se conseguir o índice olímpico até o dia 20 de julho, na prova dos 400m rasos.
Sua primeira tentativa será no Troféu Brasil de Atletismo 2008, que inicia hoje, no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo. Depois ele participará de um GP em Madri, na Espanha, a partir de 5 de julho, para onde irá com recursos da equipe Caixa/Sercomtel/Consórcio União, de Londrina.
Embora ainda corra pela categoria Sub-23, o londrinense é um dos melhores brasileiros na prova e está atualmente em 4º lugar no ranking adulto de 2008, com o tempo de 46s58, obtido no GP de Atletismo de Cochabamba (Bolívia), em maio. Na mesma competição, Fernando Pereira de Almeida foi o melhor brasileiro, com 45s94, e garantiu o índice 'B' para a Olimpíada. Se repetir esse índice até 20 de julho (o tempo exigido é de 45s95), ele estará em Pequim na prova individual. A marca obtida por Fernando Almeida na Bolívia foi a melhor do ano. O 2º do ranking é Luiz Guilherme Oliveira (46s39) e o 3º Wallace Vieira (46s45)
Além da prova individual, outra chance dos brasileiros de irem aos Jogos é no revezamento 4x400m, que mandará seis atletas a Pequim. Mas isso se o Brasil conseguir ficar entre as 16 melhores seleções do mundo. ''Alguns de nós ainda temos que buscar índices individuais nos 400m para garantir o Brasil no revezamento, porque aí se abrem mais vagas'', disse Helder.
Ele já ''bateu na trave'' em 2007 e não foi aos Jogos Pan-Americanos do Rio. No Troféu Brasil de 2007, em julho, ele perdeu a vaga na equipe de revezamento no Pan por apenas 2 centésimos de segundo. Terminou a prova dos 400m com o tempo de 46s49 (foi 7º colocado), contra 46s47 do paulista Eduardo Vasconcelos, que foi como o 6º homem da equipe (dois são reservas).
Este ano, porém, as coisas estão melhores para Helder, que é o 4º do ranking. No Troféu Brasil, onde ele correrá hoje as eliminatórias (a final dos 400m será na sexta-feira), sua intenção é brigar por medalha ou ao menos terminar entre os quatro primeiros. ''Todos vamos também buscar o índice, mas sabemos que é difícil. Ainda mais se chover. Mas se não der aqui (em São Paulo), quem sabe fica melhor lá na Espanha, onde o tempo estará mais quente, porque lá é verão'', comentou o londrinense.
A mãe de Helder, Dona Vera Lúcia Alves, se mostrava apreensiva e ao mesmo tempo orgulhosa enquanto o filho dava entrevista à FOLHA, em sua casa, no Conjunto Avelino Vieira (zona oeste), antes da viagem. ''A gente tem confiança de que ele vai conseguir (o índice). Mas se não der nessa Olimpíada, não tem problema. Ele é bem novo e estará ainda mais forte e mais rápido daqui a quatro anos'', projeta a mãe.

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